Viborg City Internacional Marathon – Around the world in 42,195 Km

Domingo, 30 Setembro 2007
Os irmãos Wiborg foram à Dinamarca e trouxeram de lá uma história para contar. O Tomás conta-nos como foi...

 

"As perspectivas não eram as melhores, na véspera fazia um vento fortíssimo ao qual tinha que se acrescentar a falta de treino, apenas três semanas de preparação, não auguravam nada de bom. Havia a esperança na motivação especial pela afectividade do local e a esperança numa organização tipicamente nórdica.

     

No dia da prova as coisas melhoravam a olhos vistos, não havia ponta de vento e a temperatura era perfeita. A organização começava a mostrar a sua qualidade, na recolha dos sacos, voluntários mais do que suficientes permitiam não haver qualquer espera. Anunciava a organização que tinham 700 voluntários para uma prova com 860 atletas, uma proporção invejável.

 

Decorriam no mesmo dia 4 provas, a maratona, uma meia-martona, o City Sprint de 9 km e uma prova para crianças de 3,5 km. Com a curiosidade de serem todas corridas em separado. Todas partilhavam o percurso, mas eram corridas a horas diferentes.

A organização para dar mais côr à festa organizou um concurso entre os atletas que terminassem a prova vestidos de forma mais original. O prémio era aliciante, um Seat Altea. Apareceram vikings, bailarinas um duo de atletas vestido de vaca, um Obélix com menir e tudo, o Batman e o Robin, o Homem-Aranha, e muitos mais atletas vestidos de forma muito imaginativa.

O percurso da prova é lindíssimo. Viborg é junto a um lago e o percurso dá duas voltas ao lago. Uma primeira pela estrada e uma segunda pelos caminhos de terra mesmo junto à margem. Mais uma vez a organização esteve em grande nível, havia abastecimentos a cada 3 km alternando uns apenas com água e outros com água, bebidas isotónicas e fruta. Ao km 27, 33 e 39 havia também barras energéticas. Tudo em quantidade suficiente mesmo para quem vinha na cauda do pelotão.

     

A cada 6km cada posto de abastecimento era dedicado a um país e tinha uma pequena banda a tocar música do país escolhido.

     

A tudo isto vinham ainda juntar-se alguns habitantes de casas junto ao percurso, que particularmente organizaram abastecimento de água aos atletas. Os outros, que não eram voluntários oficiais ou dos postos de abastecimento alternativo, estavam junto à estrada a aplaudir todos os atletas. Ninguém quis ficar de fora da festa que é a maratona.

Apesar de tudo isto, nem tudo eram boas notícias, o percurso era muito bonito, mas era igualmente muito duro. Ao constante sobe e desce havia a acrescentar o facto de ter partes em estrada, em carreiros de terra, na relva e em empedrado muito irregular. Com um acrescido de dificuldade para o final em que o percurso tinha constantes curvas e contracurvas. O tempo do vencedor mostra a dificuldade da prova, mesmo tendo em conta que não havia muita concorrência 2h29 é sempre um mau tempo para uma maratona.

     

No final, em que mais uma vez a organização mostrou a sua qualidade, com uma carreira de autocarros em constante vai e vem no transporte dos atletas para o local dos banhos e massagens, veio a sombra que podia ter estragado a festa perfeita. Não havia medalhas! Em dinamarquês, inglês ou português, o lamento de todos os atletas era o mesmo keine medalije.

     

Felizmente a organização viria a corrigir esta falha e posteriormente disponibilizou na Internet a possibilidade de pedir o envio da medalha para casa dos atletas. Afinal tudo está bem quando acaba bem..."



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