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A Maratona foi uma estreia razoável para Portugal, embora não tenha tido brilho, numa prova disputada em difíceis condições atmosféricas.
A abrir o Mundial, a Maratona saiu às ruas de Osaka, onde Portugal apresentava uma equipa coesa e com possibilidade de igualar ou melhorar o resultado colectivo para a Taça do Mundo de Maratona.
Apesar de tudo começou mal dado que Luís Jesus nem alinhou à partida, com justificação oficial de gastroenterite vírica, e de febre alta, o que impossibilitou o atleta português de participar. Hélder Ornelas, começou a prova mas desistiu mais tarde, ficando a equipa reduzida a 3 atletas, com impossibilidade de nenhum dos atletas desistir, com risco de Portugal não pontuar para a Taça do Mundo. E assim foi, os 3 atletas seguiram até ao fim.
Paulo Gomes terminou em 42º lugar (2:32.02), e Luís Feiteira em 35º lugar(2:29.34), tendo conseguido ambos fazer uma corrida de trás para frente, embora tenham quebrado nos últimos 10 kms. Alberto Chaíça foi o atleta português que mais arriscou e terminou em 22º lugar (2:23.22), embora tenha chegado em 15º lugar, tendo igualmente quebrado, depois de não ter conseguido seguir o passo do pelotão principal.
Foi uma Maratona com condições difíceis, onde os atletas nada arriscaram, com uma passagem à Meia-Maratona com o tempo de 1:08.29 hora, o que desde logo iria prever um tempo a rondar a 1:16 hora. E foi o que aconteceu, o queniano Luke Kibete disparou para 1:15.59 hora, tempo que é o pior de sempre num Campeonato do Mundo, indicando as péssimas condições para decorrer este tipo de prova. A humidade relativa rondou sempre os 60%/70%, e a temperatura subiu acima dos 30ºC. A não ajudar, o vento esteve na maior da parte da prova contra o movimento dos atletas.
Em termos de Taça do Mundo, Portugal desceu a 8º lugar, contra o 7º lugar da edição anterior, ainda assim a única equipa europeia a conseguir terminar com pelo menos 3 atletas, o que mostra a dificuldade que alguns atletas sentiram. O Japão foi o grande vencedor a nível colectivo, jogando em casa e muito mais habituado ao clima japonês. Dos 85 atletas que estiveram à partida, 28 desistiram, e entre as desistências estiveram o espanhol Julio Rey, e o cabo-verdiano que compete em Portugal, Nélson Cruz.
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