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David Storl renovou título europeu.
Duas finais sucederam-se neste primeiro dia de provas, com David Storl a voltar ao triunfo no lançamento do peso. Nos 10000 metros deu-se a “vingança” de Pavey.
A pista foi hoje um palco animado, tanto no nível competitivo, como na interação do público com a competição. Duas finais marcavam já os objetivos de alguns atletas e nessas duas finais marcariam presença quatro atletas portugueses: Dulce Félix, Sara Moreira e Salomé Rocha (10000 metros), além de de Marco Fortes (lançamento do peso).
Na final do lançamento do peso tudo se poderia resumir, no que ao Ouro diz respeito, ao primeiro ensaio de David Storl (Alemanha), com 21.41 metros. A defender o título que tinha alcançado em 2012, Storl quase que garantia ai o Ouro, apesar de ter continuado até final, não alcançando nem marca melhor, nem nenhuma marca acima dos 21 metros. Não deixa de ser curioso que do segundo ao quarto lugares, os atletas tenham feito os seus melhores ao segundo ensaio, pelo que os quatro primeiros lugares ficaram logo definidos à partida. O espanhol Borja Vivas foi segundo com 20.86 metros e o polaco Tomasz Majewski foi terceiro com 20.83 metros. O terceiro classificado de 2012, o sérvio Asmir Kolasinac, teve de sofrer para tentar um mero 5º lugar.
Nos 10000 metros femininos a dúvida era saber se Portugal aproveitava o facto de ter duas atletas medalháveis, Sara Moreira e Dulce Félix, no topo da classificação. A prova passou em ritmos lentos e ao mesmo tempo estranhos, em ritmos alternadamente variados, que não beneficiariam a presença das portuguesas, conforme já reportado na notícia específica sobre a participação das portuguesas. Se havia atleta que buscava uma espécie de “vingança” pela supremacia de Dulce Félix em Henlsínquia, há dois anos, era a britânica Jo Pavey, que arriscou ter presença neste Europeu pouco tempo depois de ter sido medalha de bronze nos 5000 metros dos Jogos da Commonwealth. Facto é que a britânica conseguiu mesmo a vitória, desta vez, com 32.22,39 minutos, num ritmo acelerado por si na última volta. Seria perseguida, mas sem sucesso, por duas francesas, Clémence Calvin (32.23,58) e Laila Traby (32.26,03), que arrecadaram as medalhas de prata e bronze, respetivamente, para ambas a segunda prova deste tipo na carreira. Entre Jo Pavey e a melhor portuguesa em pista (5ª classificada) havia algo em comum. Ambas tinham sido recentemente mães e apareceram nesta prova com o estatuto de vencedoras, só pela feliz maternidade.

No que respeita a algumas desilusões do dia, a medalha de bronze de 2012, Anna Mishchenko (Ucrânia) não conseguiu passar da 1ª ronda nos 1500 metros, a cerca de três segundos da repescagem. Nos 3000 metros obstáculos o azarado do dia foi Victor Garcia, atleta que foi 3º em Helsínquia, mas que na reta da meta deitou tudo a perder, após queda no último obstáculo. A aparatosa queda, que o deixou no chão alguns minutos, não teve consequências de maior, conforme já deu conta o seu treinador. No lançamento do disco alguns dos veteranos e incontornáveis valores da especialidade ficaram hoje fora da final. Foram os casos de Erik Cadée (Holanda) e Virgilijus Alekna (Lituânia).
Amanhã serão sete as finais do Europeu de Ar Livre, que prometem aquecer as bancadas do Estádio de Letzigrund, mas também aquecer o asfalto junto a um dos lagos de Zurique, com os 20 quilómetros marcha a inaugurarem o segundo dia de campeonatos.
Enviados Especiais: Edgar Barreira (texto) e Filipe Oliveira (fotos)
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