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Atleta ficou aquém do seu objetivo por erro técnico.
A velocista portuguesa foi na segunda série dos 100 metros, sem conseguir qualificação direta e sem direito à repescagem. Ficou longe a memória mais recente de Lucrécia Jardim.
Portugal apresentava neste Europeu uma atleta nos 100 metros. Carla Tavares foi a representante nacional, numa prova onde nunca conseguiu estar entre os lugares de qualificação direta, o que a colocava desde logo na expectativa de fazer o melhor registo possível e chegar à repescagem, onde só quatro atletas poderiam chegar. E na repescagem foi a irlandesa Amy Foster a chegar ao último lugar de qualificação, com 10,51 segundos, contra os 11,78 segundos da portuguesa, que não foi além do 32º lugar.
Na interpretação do seu resultado, Carla Tavares contrariou o que as imagens de televisão mostraram, relativamente à sua partida: ”gostei da minha partida”. A saída de blocos foi sucedida de um progresso relativamente lento às adversárias e nunca colocaram a atleta nos objetivos que a mesma pretendia. ”Na parte final tive um erro técnico que eu conheço”, disse a atleta sem especificar qual, mas que admite estar a trabalhar há alguns meses, em conjunto com a sua treinadora, Anabela Leite. Apesar do erro, a atleta tem a certeza que a sua treinadora terá ficado contente com a sua prestação, citando uma frase recorrente de Anabela Leite: ”Gosto de ti mesmo que ganhes, gosto de ti mesmo que percas”. Foi, assim, o regresso de Portugal aos 100 metros em Europeus, algo que não acontecia desde 1998, quando Lucrécia Jardim chegou à meia-final da competição.
A prestação de Carla Tavares antecede outras três prestações nacionais que ainda faltam nesta manhã de competições do Estádio Letzigrund: Alberto Paulo (3000 metros obstáculos), Ricardo dos Santos (400 metros) e Nelson Évora (triplo salto).
RESULTADOS (100 metros Fem. – Ronda 1):
1. Myriam Soumaré (França) – 11,03
2. Dafne Schippers (Holanda) – 11,10
3. Ivet Lalova (Bulgária) – 11,17
(...)
32. Carla Tavares (Portugal) – 11,78
Enviados Especiais: Edgar Barreira (texto) e Filipe Oliveira (foto)
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