Portugal no 7º lugar após primeiro dia

Sábado, 21 Junho 2014
Portugal no 7º lugar após primeiro dia

Europeu de Nações não corre de feição a Portugal.

Duas desclassificações entre três primeiros lugares, acabam por manchar uma participação portuguesa que até poderia estar a acontecer em lugares de subida à Superliga. 

Apesar de Portugal não poder contar facilmente com a possibilidade de subir à Superliga, depois das quatro mudanças de planos sobre a convocatória inicial, afinal as possibilidades seriam mais ampliadas se hoje dois atletas não acabassem com desclassificação. O primeiro foi Jorge Paula, nos 400 metros barreiras, que foi desclassificado por pisar a linha, o segundo foi Vitor Soares que pelo segundo ano consecutivo não é feliz: no ano passado lesionou-se, desta vez foi desclassificado. O desperdício dos pontos não marcados e da possibilidade de outras seleções subirem na classificação fazem com que Portugal ao fim da primeira jornada seja 7º classificado, a somente 11.5 pontos do pódio, aquele que lhe permitiria subida à Superliga.

E Portugal hoje até nem se sairia nada mal, principalmente no setor feminino. Neste setor Patrícia Mamona (triplo salto) e Sara Moreira (3000 metros) confirmaram expectativas positivas que se depositavam nelas. ”O objetivo foi cumprido. Os ventos não ajudaram, estive a regular a minha corrida de acordo com os ventos”, indicou Mamona, depois da vitória com 14.26 metros, marca ventosa. Agora a atleta só pensa em Zurique onde espera ” o salto da minha vida”, ela que já assumiu que mantém objetivos de medalha. Para Sara Moreira foi o regresso aos grandes momentos, mas sem forçar. ” O primeiro objetivo aqui era ganhar, nem sequer vinha com objetivos pessoais, indicou a fundista portuguesa, que finalizou os 3000 metros em 9.07,14 minutos. No setor feminino Portugal “lucrou” ainda com a boa presença de Irina Rodrigues, segunda no lançamento do disco, com 56.26 metros, o mesmo lugar que Vera Barbosa obteve nos 400 metros barreiras, aqui com 57,04 segundos. Como surpresa positiva funcionou Marta Pen, nos 800 metros, com a atleta próxima do recorde pessoal, com 2.05,74 minutos, concluindo no 4º lugar, a mesma posição da também jovem Cátia Azevedo, que fez 53,98 segundos nos 400 metros planos.

No setor masculino, o lamento das duas desclassificações já referenciadas, foi compensado pela vitória de Portugal na estafeta de 4x100 metros, com 39,60 segundos, confirmando que Zurique será mesmo uma realidade no próximo mês de agosto. ” Claramente poderemos fazer bem melhor. Tivemos de alterar a estrutura da estafeta depois de um toque do Diogo. Julgo que podemos baixar para 38,80, 38,60 com a estafeta bem afinada”, disse Yazaldes Nascimento, o porta-voz da equipa que foi substituído por Francis Obikwelu nos 100 metros (Obikwelu foi 5º nos 100 metros. E afinal Yazaldes Nascimento, que era suplente, foi afinal chamado à titularidade, depois de Diogo Antunes ter ficado de fora, por uma pequena lesão, que obrigou a mudar a constituição da estafeta. Mas o setor masculino teve a agradável surpresa do 4º lugar de Paulo Conceição, no salto em altura, com o 4º lugar, uma das classificações mais agradáveis de sempre na especialidade. Marco Fortes acabaria por ficar fora do primeiro lugar, mas ainda assim com o terceiro lugar final, que o colocou como o segundo atletas mais “lucrativo” para as contas portuguesas.

Amanhã irá disputar-se o segundo e último desta competição, com Portugal a partir com 11.5 pontos de desvantagem para o lugar de subida à Superliga, um “apuro” que afinal até poderia ter uma realidade diferente, não fossem tantos azares ao mesmo tempo, tanto na convocatória, como na competição. Neste momento, ao fim do primeiro dia de provas, lidera a Finlândia com 161 pontos, contra os 158.5 pontos da Bielorrússia e os 153 pontos da Noruega. Mas outros países estão em posição de ainda chegar ao apuramento, como são os casos de Grécia (151.5 pontos), Roménia (149.5 pontos), Lituânia (147 pontos) e até Portugal (142.5 pontos).

RESULTADOS

masculinos:

100 m – 1. Jaysuma Saidy Ndure (Noruega) – 10,12 | 5. Francis Obikwelu (Portugal) – 10,40
400 m – 1. Brian Gregan (Irlanda) – 46,54 | Vitor Soares (Portugal) – DQ
1500 m -1. Paul Robinson (Irlanda) – 3.51,05 | 10. Hélio Gomes (Portugal) – 3.54,18
5000 m – 1. Tiidrek Nurme (Estónia) – 14.14,92 | 5. Bruno Albuquerque (Portugal) – 14.18,97
400 m Barr. – 1. Thomas Barr (Irlanda) – 49,30 | Jorge Paula (Portugal) – DQ
Altura – 1. Mihai Donisan (Roménia) – 2.26 | 4. Paulo Conceição (Portugal) – 2.15
Comprimento – 1. Lous Tsatoumas (Grécia) – 8.25 | 8. Bruno Costa (Portugal) – 7.44
Peso – 1. Pavel Lyzhyn (Bielorrússia) – 19.74 | 3. Marco Fortes (Portugal) – 19.50
Martelo – 1. Kristián Pars (Hungria) – 75.26 | 7. Dário Manso (Portugal) – 65.82
4x100 – 1. Portugal – 39,60

Femininos:
100 m -1. Ezinne Okparaebo (Noruega) – 11,41 | 11. Carla Tavares (Portugal) – 11,83
400 m – 1. Agné Serksiniene (Lituânia) – 52,94 | 4. Cátia Azevedo (Portugal) – 53,98
800 m – 1. Marina Arzamasova (Bielorrússia) – 2.00,95 | 4. Marta Pen (Portugal) – 2.05,74
3000 m – 1. Sara Moreira (Portugal) – 9.07,14
400 m Barr. – 1. Angela Morosanu (Roménia) – 56,70 | 2. Vera Barbosa (Portugal) – 57,04
3000 m Obst. – 1. Sandra Eriksson (Finlândia) – 9.40,36 | 5. Salomé Rocha (Portugal) – 9.55,79
Vara – 1. Katerina Stefanidi (Grécia) – 4.55 | 8. Marta Onofre (Portugal) – 3.80
Triplo – 1. Patrícia Mamona (Portugal) – 14.26
Disco – 1. Zinaida Sendriuté (Lituânia) – 65.83 | 2. Irina Rodrigues (Portugal) – 56.26
Dardo – 1. Tatsiana Khaladovich (Bielorrússia) – 58.33 | 12. Carla Ratão (Portugal) – 41.39
4x100 – 1. Grécia – 44,38 | 12. Portugal – 45,81

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Comentarios (2)add feed
como é possivel : luis
como é possivel haverem desqualificações por se pisar a linha numa prova como esta que todos os pontos são valiosos.

e à hora que escrevo isto no site oficial do evento ainda não têm os dados dos 4x400, mas eu vi o Jorge Paula novamente a pisar a linha, como é que é possivel?

espero que a chuva tenha tapado a vista aos juizes
Junho 22, 2014
Azares : Zeca
Pisar o risco não é azar na competição, como referem, é incompetência do atleta. Nada mais
Junho 23, 2014
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