Um recorde mundial caiu hoje em Lisboa

Domingo, 16 Março 2014
Um recorde mundial  caiu hoje em Lisboa

Meia-Maratona de Lisboa voltou a ser um sucesso desportivo.

Foi obtido hoje o recorde mundial da prova de Meia-Maratona com alguns valores interessantes a reter. 

Lisboa recebeu a 24ª edição da meia maratona de Lisboa, já considerada por muitos como uma das mais belas meias-maratonas do mundo. Foram realmente muitos aqueles que atravessaram a antiga ponte Salazar, acima de 40 mil atletas na totalidade das provas, batendo assim, mais uma vez, o recorde de participantes. António Costa, também corredor desta mini maratona, estava contente e afirmou: “esta meia-maratona é um grande evento do calendário da cidade de Lisboa, não só desportivo, mas também um evento saudável”. O autarca de Lisboa acrescentou ainda que “todas estas iniciativas são boas porque muitos foram os estrangeiros que vieram de propósito para esta meia maratona.”

Foi um dia com sol e calor que brindou os atletas que finalizaram a prova. O calor foi, por vezes, prejudicial a quem se tentou superar ou quem não se hidratou convenientemente. Alguns casos se sucederam quando os atletas se deslocavam para suas casas, onde os transportes cheios, com muito calor, constituiam a combinação perfeita para que algumas pessoas se possam ter sentido mal. O diretor de prova, Carlos Móia, não conseguiu fazer uma apreciação final da prova, mas confirmou que tudo tinha corrido como planeado, excepto a lesão do vencedor da prova de corrida. Hoje também se anunciaram "surpresas para a 25ª edição da meia-maratona, um quarto de século tem de ser comemorado”, indicou Carlos Móia aos jornalistas.

Destaque para as cadeiras de rodas. Por pouco não foram batidos os três recordes do Mundo de cadeiras de rodas na distância de meia-maratona. Apesar de tudo um dos recordes foi batido e as quatro primeiras atletas femininas em prova foram mais rápidas que o anterior recorde de 50.11 minutos, que datava de 2008, à altura obtido por Sandra Graf. Manuela Schar, que há pouco tempo bateu o recorde da Maratona, em cadeiras de rodas, acabou por derrubar também o recorde da meia-maratona. O novo recorde ficou firmado em 50.06 minutos. No final da prova Schar confessou que “não estava à espera do resultado”. Foi grande a disputa pelos outros lugares do pódio, entre Shelly Woods e Sandra Graf, apesar de ficaram as duas com o mesmo tempo de 50.07 minutos. Acabou Shelly por conseguir passar primeiro.

No lado masculino, para a mesma categoria T53, o grande vencedor foi o japonês Kota Hokinouse que arrecadou a vitória como se esperava, com o tempo de 42.53 minutos. No segundo lugar ficou Marcel Hug com 42.56 minutos e a fechar o pódio ficou David Weir com 43.54 minutos. Para a categoria de T52 o espanhol Santiago Sanz arrecadou novamente a vitória com 54.12 minutos, deixando para trás os portugueses também nesta categoria. Mário Trindade foi o segundo a cortar a meta com 1:08.25 hora e a fechar o pódio Hélder Mestre com 1:30.48 hora.

Com o ataque ao recorde do mundo na corrida de estrada, esperava-se que o grande vencedor fosse Bedan Karoki Muchiri e assim foi. Contudo, conforme até intuição prévia, Bedan arrecadou a vitória, mas não o recorde do Mundo. Segundo o que a pessoa que acompanhava Bedan terá dito a Carlos Moia é que “o Bedan perto dos cinco quilómetros teve de parar com fortes dores musculares, mas que decidiu continuar a correr” e isso ditou a diminuição de expectativa acerca da luta pelo recorde do Mundo. Moia ao saber disso afirma que “apesar do calor acredito que podia ter sido melhor”, não fosse a tal dor muscular. Ainda assim conseguiu acabar a prova dois segundos antes da hora de prova. O pódio masculino foi totalmente queniano, sendo o segundo classificado Silas Kipruto, que cortou a meta à 1:00:17 hora e a fechar o pódio ficou Ezekiel Chebii que acabou com 1:00.50 hora.

O primeiro português em prova foi Hermano Ferreira com 1:05.37 hora. Durante quase toda a corrida, Hermano, foi com o pelotão português onde corria com Sérgio Silva, Ricardo Ribas, José Moreira. Hermano, com a presença de ontem no Nacional de Corta-Mato curto, sabia que o objetivo passava por tentar ser o primeiro português: “joguei com a minha marca e ponta final”, disse Hermano Ferreira, que acrescentou que “não estou em condições de fazer uma boa marca na meia maratona, os objetivos passavam pelo crosse”. Para o futuro indicou que: “vamos ver o que se espera daqui para a frente”. Sobre os objetivos futuros e os europeus, Hermano tem marcas de qualificação para a prova da Maratona, no próximo Europeu, obtida no ano passado. Caso não seja chamado à seleção, Hermano Ferreira preparará na mesma a Maratona, com vista a uma Maratona comercial.

No lado feminino foi grande a disputa para o primeiro lugar entre a etíope Worknesh Delebe e a queniana Jemima Jelagat. Foi a etíope Worknesh que levou a melhor e arrecadou a vitória com o tempo de 1:08.46 hora. Jemima acabou a prova com mais 2 segundos do que a primeira classificada. A fechar o pódio ficou Filomena Chepchirchir que acabou a prova aos 1:08.51. hora

A primeira portuguesa a cruzar a linha meta, foi Ana Dulce Félix, que cortou a meta a 1:13.54 hora. A atleta indicou que se lesionou no pé, considerando que “o pé está-se a portar mais ou menos, vou começar a fazer tratamentos para que as coisas não se agravem”. Com a preparação para a Maratona de Londres a meio, a atleta considerou que “acabou por ser um bom teste de 33 quilómetros ao todo”, dado que correu antes de começar a sua prova 12 quilómetros, que deveriam ter sido 14 se tivesse tempo.


RESULTADOS:

Meia-Maratona (Masculino):

1. Bedan Karoki Muchiri (Quénia) – 59.58
2. Silas Kipruto (Quénia) – 1:00:17
3. Ezekiel Chebii (Quénia) – 1:00.50
4. Teklemariam Medhin (Eritreia) – 1:01.47
5. Richard Sigei (Quénia) – 1:01.57
(...)
17. Hermano Ferreira (Portugal)- 1:05.37

Meia Maratona (Feminino):
1. Worknesh Degefa Delebe (Etiópia) – 1:08.46
2. Jemima Jelagat Sumgong (Quénia) – 1:08.48
3. Filomena Chepchirchir (Quénia) – 1:08.51
4. Eunice Kirwa (Quénia) – 1:08.59
5. Josephine Chepkoech (Quénia) – 1:09.20
(...)
10. Dulce Félix (Portugal)- 1:13.54

Cadeiras de rodas (T53 - Masculino):
1. Kota Hokinoue (Japão) – 42.43
2. Marcel Hug (Suiça) – 42.56
3. David Weir (Grã-Bretanha) – 43.54
4. Roger Puigbo (Espanha) – 43.54
5. Jordi Madera (Espanha) – 43.56

Cadeiras de rodas (T53 - Feminino):
1. Manuela Schar (Suiça) – 50.06
2. Shelly Woods (Grã-Bretanha) – 50.07
3. Sandra Graf (Suiça) – 50.07
4. Jade Jones (Grã-Bretanha) – 50.08

Cadeiras de rodas (T52 - Masculino):
1. Santiago Sanz (Espanha) – 54.12
2. Mário Trindade (Portugal) – 1:08.25
3. Hélder Mestre (Portugal) – 1:30.48

Enviado Especial: Joana Oliveira (texto e fotografia)

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