[SOPOT14] Resumo – dia 1

Sexta, 07 Março 2014
[SOPOT14] Resumo – dia 1

O primeiro grande título de Nadine Broersen.

O Mundial de pista coberta trouxe neste primeiro dia os dois primeiros campeões mundiais. Um repetiu o feito de 2012, mas Nadine Broersen estreou-se nas medalhas. 

A costeira cidade de Sopot começou hoje a acolher o Mundial de pista coberta, em atletismo, prova que estreia um figurino de maior apuramento de qualidade por parte da IAAF. Com menos atletas, mas com competitividade garantida, o primeiro dia só trouxe dois campeões, como afinal é habitual.

E hoje o Mundo do atletismo ficou espantado com a prestação de uma jovem holandesa, de 23 anos, Nadine Broersen. A atleta esteve quase imparável, apesar de também beneficiar da ausência de nomes principais, como a britânica Jessica Ennis. Hoje, para alcançar os 4830 pontos, melhor marca mundial do ano, que constituem o recorde pessoal no Pentatlo, teve de chegar ao recorde pessoal em quatro das cinco provas. Na prova final, dos 800 metros, desta vez sem cometer erros como no Europeu do ano passado, a atleta teve de gerir a desvantagem para a canadiana Brianne Theisen Eaton, esposa de Ashton Eaton, que também esteve em pista no primeiro dia do Heptatlo. A “miss” Eaton concluiu com 4768 pontos, um novo recorde nacional do seu país. A ucraniana Alina Fodorova, com 4724 pontos, trouxe alegria ao seu país, com a primeira medalha nestes campeonatos.

Se a estreia nas vitórias aconteceu no Pentatlo, o mesmo não aconteceu no lançamento do peso masculino. Uma das primeiras provas em pista, como já é tradição, a prova teve algumas surpresas qualificativas, nomeadamente o não apuramento para a final do norte-americano Kurt Roberts e do sérvio Asmir Kolasinac. Na final o norte-americano Ryan Whiting nem foi propriamente estável, mas o alemão David Storl também não, onde tudo esteve em aberto, não acabassem cinco atletas acima dos 21 metros. A lutar pelas medalhas estava o caseiro Tomasz Majewski, um dos mais aclamados pelo público, que não foi além do 4º lugar, com 21.04 metros. E o “pão foi-lhe tirado da boca” ao último ensaio, quando o neo-zelandês Tomas Walsh disparou os 7.260 quilogramas a 21.26 metros, novo recorde do seu continente. Nos dois primeiros lutar Whiting e Storl lutaram pelo lugar mais alto, mas prevaleceu o campeão de 2012, Whiting, com o seu quarto ensaio a ser de 22.05 metros.

Hoje realizaram-se também as duas primeiras rondas dos 400 metros, cujas finais masculina e feminina serão disputadas amanhã. A norte-americana Francena Mccorory foi a mais rápida na meia-final, com 51,35 segundos, enquanto essa honra no setor masculino foi obtida pelo checo Pavel Maslák (45,79).

Outros momentos do dia há a referir em alguns dos eventos realizados, entre a sessão matinal e a da tarde. A prova dos 15000 metros masculinos foi aquela em que ocorreram mais surpresas, com o Quénia a não conseguir apurar qualquer atleta para a final, após o falhanço de Silas Kiplagat, terceiro na segunda série. O mesmo caminho seguiu o etíope Mekonnen Gebremedhin, mas na primeira série, ainda que a Etiópia acabasse com o atleta mais rápido, na terceira série, Aman Wote (3.36,75)

Por outro lado o primeiro recorde mundial teria sido obtido logo ao primeiro dia, se uma desclassificação não retirasse esse feito da pista. Nos 800 metros a islandesa Anita Hinriksdottir conseguiu igualar os 2.01,03 minutos do recorde mundial junior que data de 2004, da etíope Meskerem Assefa. Acabaria por ser desclassificada por pisar uma linha interior, num momento dramático que a atleta só conheceu enquanto falava aos jornalistas, na zona de imprensa.

Quem parece não estar em Sopot para recordes, apesar de recente recordista mundial dos 1500 e 3000 metros, é Genzebe Dibaba. A atleta etíope foi naturalmente a mais rápida nas eliminatórias de hoje, com 8.57,86 minutos, no caminho para o principal objetivo, as medalhas. Apesar de não estar para recordes, atacará pelo menos o recorde dos campeonatos obtido há 25 anos atrás pela holandesa Elly van Hulst (8.33,82)?

Nos 60 metros barreiras femininos os resultados foram globalmente bons, tendo caido quatro recordes nacionais, entre eles o recorde sul-americano, por intermédio de Yvette Lewis (7,91 segundos). Sally Pearson (Austrália) esteve em pista para poucas brincadeiras e foi nitidamente a mais rápida, com 7,79 segundos.

No salto em altura a nota interessante é o regresso da croata Blanka Vlasic aos grande eventos, hoje com 1.92 metro, falhando três tentativas a 1.95 metros. Em qualificação esteve também a experiente atleta espanhola, Ruth Beitia, que passou todas as fasquias à primeira tentativa, até 1.95 metro. Levern Spencer (Santa Lucia) obteve novo recorde nacional de pista coberta com a mesma marca de Beitia.

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