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Velocista norte-americano dá lugar aos mais novos.
O atletismo norte-americano viu hoje Darvis Patton colocar um ponto final na sua carreira, prometendo acompanhar os sucessos norte-americanos na modalidade.
Há velocistas que sem nunca conseguirem o expoente máximo nas provas individuais são, nas estafetas, elementos fundamentais e cruciais para um país. Um desses atletas foi Darvis Patton, que foi um dos fiéis transportadores dos testemunhos que andaram nas mãos das equipas de estafetas de 4x100 metros dos Estados Unidos da América. E a verdade é que nem sempre a missão tem corrido bem, como nas vezes em que Patton fez parte de equipas que não levaram a bom porto o seu testemunho. Aconteceu em Berlim 2009, logo nas eliminatórias e em Daegu 2011, na final. Um murro no estômago que os Estados Unidos da América recuperaram minimamente nos Mundiais deste ano, em Moscovo, ainda assim atrás da equipa da Jamaica, já sem Patton.
Mas se Patton foi parte do falhanço das suas duas grandes aparições mundiais, em Mundiais anteriores o atleta norte-americano tinha sido chave dourada para o sucesso da equipa que representa a bandeira das 50 estrelas, em 2003 e 2007. Mas minimizar o sucesso de Patton às estafetas seria esquecer a história individual, com o atleta a ter um recorde pessoal aos 100 metros de 9,89 segundos. Em 2003 chegaria mesmo à medalha de Prata nos 200 metros, mesmo não sendo a sua melhor especialidade, não esquecendo a final olímpica nos 100 metros, ocorrida em Pequim 2008.
”Depois de 13 anos nas pistas, vou retirar os meus bicos. É tempo de desligar-me disto”, disse Patton no seu site oficial. ”A minha carreira deu-me a oportunidade de ver o Mundo, conhecer algumas pessoas interessantes e fazer aquilo que eu gosto”, completou dando a indicação que o adeus às pistas será como atleta, nunca como simpatizande da modalidade ou como amigo próximo dos grandes atletas norte-americanos.
Assim, a última prova oficial de Darvis Patton foi o meeting de Pequim, em maio deste ano, momento em que correu uma das provas de 100 metros mais lentas da sua vida, em 12,05 segundos, marcada por lesão. O atleta abandona o atletismo com 35 anos de idade e dá, assim, lugar aos mais novos...
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