[MOS13] Os portugueses mais importantes

Sexta, 16 Agosto 2013
[MOS13] Os portugueses mais importantes

Excerto das entrevistas feitas da pista do Estádio Luzhniki.

Em Moscovo há mais do que 12 atletas em ação, há três portugueses que ajudam a que milhares de atletas, juízes e profissionais da imprensa entrem em ação. 

Nem sempre fazem parte da face mais exposta da competição e quando assim é sinal de que algo correu mal. Amanhã o Atleta-Digital irá publicar uma peça de reportagem exclusiva com os três portugueses com responsabilidades na edição deste ano do Campeonato do Mundo de Atletismo. São eles Jorge Salcedo (Delegado Técnico), José Paulo Moreira (Oficial Técnico Internacional) e Raquel Cavaco Nunes (Comissária de Fotografia).

Para Jorge Salcedo a tarefa não é nova, nem o palco é o mais elevado em que já esteve, depois de ter assumido as funções de Delegado Técnico nos Jogos Olímpicos, por mais de uma vez. E do ponto de vista técnico o experiente juiz português fala sem dúvidas: “A competição tem sido bem organizada”. E isto leva-o à comparação com outras edições de Mundiais, que tecnicamente, na área do ajuizamento, pode vir a ser ”o melhor organizado”, tendo como termo de comparação os Mundiais mais recentes. Tem na sua companhia Robert Hersh (EUA) e Bill Bailey (Austrália).

E para esse sucesso muito tem contribuído José Paulo Moreira, ITO da competição, uma missão que cabe a outros oito juízes. Um ITO (Oficial Ténico Internacional) tem missões muito relevantes para a resolução prática das situações mais críticas e José Paulo Moreira explicou-nos concretamente qual tem sido o seu papel: ”Nós temos uma função de supervisão naquilo que toca ao posicionamento, ao cumprimento das regras. As necessidades que por vezes os atletas possam ter é a nós que normalmente se dirigem porque normalmente há uma questão de barreira de língua e essa fica ultrapassada falando em inglês”. O seu papel já enfrentou nestes Mundiais uma resolução importante em relação ao lançamento do martelo, cujas condições locais poderiam proporcionar acidentes graves: “Na final tivemos de ter o cuidado de quando houvesse lançamentos não podia haver corridas e vice-versa”. No seu terceiro Mundial enquanto ITO, José Paulo Moreira não tem dúvidas que esse é o seu lugar: ” Para quem me conhece toda a gente sabe que eu gosto é andar aqui no terreno. Sinto-me muito bem nestas funções”.

Quanto a Raquel Cavaco Nunes é, talvez, a mais desconhecida dos três, para o grande público. É desde 1999 voluntária, quando os Mundiais se disputaram em Sevilha. ” Eu voluntariei-me para trabalhar em Mundiais porque já seguia há muito tempo e porque como era em Sevilha e eu estava de férias no Algarve. Achei por bem tentar essa oportunidade e assim passei duas semanas nesses Mundiais”. Agora a missão desta ex-voluntária, agora com 33 anos de idade, é de coordenação e de responsabilidade. É na responsabilidade que tem que encontra as diferenças de função entre o passado e o presente e nestes Mundiais já teve de passar por várias peripécias, principalmente as que envolvem lidar com os responsáveis russos: ” Os russos são pessoas muito particulares, pelo menos da experiência que tive com eles. Tivemos vários problemas, O várias histórias para contar…”. E uma das dificuldades aconteceu com a vinda de Vladimir Putin à cerimónia de abertura destes Mundiais: ”Ninguém nos informou dessa necessidade do ponto de vista da segurança e como tal nós não pudemos informar os fotógrafos nesse sentido”.

O trio de portugueses faz, assim, mover este Mundial, em conjunto com outros colegas vindos de todo o Mundo. No topo da cadeia estão o ucraniano Sergey Bubka o espanhol José Maria Odriozola. Espanha e Itália dominam a componente médica,de imprensa e de estatística, com três representantes cada um. A linha de chegada é chefiada por uma húngara, Krisztina Horvath e nas partidas está Vesa Artman (Finlândia). Desta vez Portugal não colocou ninguém no ajuizamento de marcha, que é liderado pelo britânico Steven Taylor, acompanhado de 8 juízes internacionais.

Hoje sem portugueses não deixou de haver espaço na atuação de portugueses, como todos os dias tem acontecido. Amanhã será publicada a entrevista completa dos três elementos referenciados.

Enviados Especiais: Edgar Barreira (texto) e Filipe Oliveira (foto)

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