[MOS13] Zaripova é a ausência de última hora

Sexta, 09 Agosto 2013
[MOS13] Zaripova é a ausência de última hora

Depois de Rudisha, Yulia Zaripova é ausência forçada.

O setor do meio-fundo e fundo está este ano vivo nas presenças e ausências internacionais, para lá do fator tático e de resistência já habitualmente presente. 

O atletimo mundial já tinha tido a sua desilusão ao ver falhar o queniano David Rudisha na prova de 800 metros, que amanhã começará a ter a sua primeira ronda. Hoje a notícia de que Yulia Zaripova está de fora do Mundial é a mais recente ausência de peso, ela que carregava favoritivismo dado que é a atual campeã mundial e olímpica nos 3000 metros obstáculos. A prova fica, assim, mais em aberto, depois da atleta russa se ter lesionado num treino já realizado em Moscovo, há dois dias atrás, que a colocou de fora de toda a restante época. Assim a luta nesta prova fica em aberto para as quenianas Sofia Assefa, Milcah Chemos e Lidya Chepkurui, além das atletas etíopes que têm corrido em média três segundos mais lentas.

Outros pontos de interesse existem, como por exemplo nos 800 metros, onde a ausência de Rudisha vem abrir a possibilidade ainda mais provável de Yuriy Borzakovskiy (Rússia) vir a somar a sua sexta final consecutiva na tentativa da sua quinta medalha no evento, contando os Mundiais. Nos 1500 metros estará presente o campeão do Mundo, Asbel Kiprop, além do restante pódio de Daegu. Os 5 e 10 mil metros serão provas em que a previsão muito depende das opções dos atletas, muitos deles inscritos em ambas. O britânico Mo Farah promete história, depois de recentemente se ter mostrado em bases rápidas ao conquistar recorde europeu nos 1500 metros. Essa é a sua preparação para Moscovo, para tentar abater alvos como o norte-americano Bernard Lagat (3 vezes medalhado nos 5000 metros), ou o etíope Kenenisa Bekele (5 vezes medalhado nos 10000 metros), cujo momento de forma é uma incógnita, que será logo desfeita ao primeiro dia. Nos 3000 metros obstáculos estará novamente Ezekiel Kemboi (Quénia), campeão nos dois últimos eventos, com a habitual festa muito própria a esperar-se no final. Os franceses Mahiedine Mekhissi-Benabbad e Bouabdellah Tahri poderão tentar ser surpresa, sendo os dominadores do continente europeu.

As provas de Maratona têm neste Mundial a particularidade de se disputarem ao início da tarde, num novo sistema que pretende voltar a ligar as provas em estrada com as provas em pista, reservada que está a chegada à linha de meta marcada no tartan. E é aqui que o evento pode ter o seu quê de surpresa, principalmente com a ausência no setor masculino do campeão de 2009 e 2011, Abel Kirui. Para lá da disputa individual, é de esperar uma intensa luta pela nação mais pontuada de sempre, entre Quénia e Japão. Do lado feminino, cuja prova terá lugar já amanhã, há demasiadas incógnitas, com poucas atletas presentes que tenham chegado este ano abaixo das 2:05 horas. Tal feito pertence a Ryoko Kizaki (Japão), Kayoko Fukushi (Japão), Mizuki Noguchi (Japão), Edna Kiplagat (Quénia), Valentine Kipketer (Quénia) e Feyse Tadese (Etiópia). Já se sabe que uma Maratona em grandes campeonatos não se joga nas marcas, mas nas qualificações e a previsão é sempre a primeira a falhar quando a alternância de fatores é a constante.

Há ainda a referir uma ausência sonante nos 800 metros femininos, com Caster Semenya a não conseguir os mínimos para este Mundial, numa prova que se mantém em aberto, com 18 atletas abaixo dos 2 minutos este ano. Nos 1500 metros as atletas Genzebe Dibaba (Etiópia), Faith Kipyegon (Quénia), Hellen Obiri (Quénia), são nomes de referência, mas a maior referência é mesmo a recentemente naturalizada sueca Abeba Aregawi, que parte com o melhor registo mundial do ano, com 3.56,60 minutos, o que pode constituir dos raros momentos em que a Europa se sobrepõe a África ao nível da medalha de Ouro, em provas de meio-fundo. A dor de cabeça na análise fica aqui novamente nos 5 e 10 mil metros. Na distância mais curta a Etiópia marca pontos, com três atletas muito próximas em termos de marcas: Almaz Ayana, Meseret Defar e Tirunesh Dibaba. Neste caso as quenianas parecem muito menos competitivas, com a melhor das quenianas neste ano a ser Viola Kibiwot, com diferença entre sete e dez segundos para as etíopes. O cenário é mais agravado para o Quénia quanto aos 10 mil metros, já que quatro etíopes correram este ano na casa dos 30 minutos (Birhane Adere, Meseret Defar, Belaynesh Oljira e Tirunesh Dibaba), enquanto que do lado do Quénia só Gladys Cherono se pode gabar de tal feito.

| Mais


Comentarios (0)add feed
Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley


Escreva os caracteres mostrados


 
< anterior   Seguinte >









facebook atleta-digital rss atleta-digital
 
SRV2