|
Quatro atletas portugueses foram formalmente castigados.
Depois dos casos dos velocistas jamaicanos, norte-americanos e brasileiros, quatro casos de doping foram divulgados em Portugal.
Três fundistas e um lançador, é o balanço de um ‘raid’ de luta contra o doping que entrou no atletismo português. José Rocha já era um caso sabido, devido à análise do passaporte biológico, enquanto as suspeitas sobre Marco Morgado e Rui Teixeira há muito pairariam como desconfiança no horizonte da modalidade. Mais surpreendente foi o caso de António Vital e Silva, lançador que foi suspenso por três faltas injustificadas em momentos de controlo.
José Rocha é o nome que mais marca deixa pela sua suspensão, de dois anos, com todos os resultados desde dezembro de 2010 a serem-lhe retirados, deixando consequências ao nível da seleção nacional e do seu clube, o Maratona Clube de Portugal. O atleta perderá a medalha de Bronze que arrecadou no Europeu de Corta-Mato de 2011, fazendo Portugal descer para o sexto lugar coletivo nessa competição. Em relação ao ano de 2012 o atleta tinha sido o “timoneiro” da equipa no Troféu Ibérico de 10000 metros, onde Portugal conseguiu uma vitória coletiva, prejudicando-se a equipa nacional em favor da seleção espanhola. Também o segundo lugar da Taça da Europa da especialidade ficou em causa, depois de Rocha ter sido o terceiro elemento da equipa. Também a equipa do Maratona Clube de Portugal sai prejudicada com este caso, riscado que está o nome do português no Nacional de Estrada de 2012 e 2013, neste último caso com a equipa do Maratona a perder o título coletivo a favor do Benfica, sem ter a presença mínima assegurada. Na edição deste ano do Nacional de Corta-Mato o risco no nome de Rocha leva a equipa laranja do 2º para o 4º lugar.
Se a ausência do nome de José Rocha no último Europeu de Corta-Mato levantou suspeitas, a ausência de Rui Teixeira nos momentos decisivos já parecia antever alguma evidência do que hoje foi confirmado pela Federação Portuguesa de Atletismo. O atleta tem todos os resultados apagados do historial dos eventos desde 24 de setembro de 2012 e só poderá voltar às competições a 4 de dezembro de 2014. O castigo de dois anos, por deteção de EPO, aplica-se também a Marco Morgado, com os resultados a partir de 17 de dezembro de 2012 a serem retirados, só podendo voltar a competir a 25 de fevereiro de 2015.
O denominador comum nos três casos anteriores é a região de Viana do Castelo e em particular o facto de todos terem passado pelo grupo de treino de Mário Cunha, o mesmo treinador que orientou Nuno Costa e Fernando Silva, também eles casos de doping que afetaram o atletismo nacional no passado recente. O treinador ter-se-à excluido deste processo, não se declarando treinador de nenhum destes atletas no momento das averiguações ao processo de José Rocha. Mais casos poderão estar em averiguações, num momento em que o cerco ao doping no atletismo é mais apertado que nunca, principalmente com os dados obtidos do passaporte biológico.
O último caso aconteceu a um atletas das pistas, António Vital e Silva, lançador benfiquista, não por prova que se tenha dopado, mas sim por ter falhado a três controlos não programados, ou seja, não estando nos locais que indicou à Autoridade de Antidopagem de Portugal (AdoP) . Este aliás foi o mesmo motivo que levou Elias Leal, no ano passado, a ser suspenso pelo período de um ano, o mesmo tempo de suspensão que Vital e Silva terá de enfrentar, numa pena que só terminará a 25 de fevereiro de 2014.
Além destes atletas, Portugal tem ainda suspensos, por penas anteriores, Eduardo Mbengani (termina a 16 de agosto de 2014), José Gaspar (termina a 11 de agosto de 2013), Hélder Ornelas (termina a 12 de janeiro de 2016) e Elias Leal (termina a 29 de agosto de 2013).
|
São vários casos de atletas apanhados e fora aqueles que todos desconfiam que nunca foram apanhados.
IRRADIAÇÃO para esse individuo. Só esta a prejudicar o desporto
Obviamente que não é só o atleta o culpado mas é o maior responsável pela sua carreira. Ninguém é obrigado a usar este ou aquele produto e não acredito que todos os treinadores os obriguem a tal. Continuo a achar que o atleta usa doping porque quer, sabe e não pega a velha desculpa de que não sabia ( Sara Moreira), nunca tomou nada ( Fernando Silva), ou não tinha conhecimento do local de controlo ( António Vital).
Felizmente o atletismo é uma modalidade exemplar na punição dos atletas envolvidos em doping em que normalmente à 2ª infração ficam irradiados
Então considera os batoteiros ,símbolos? E aqueles atletas que estão limpinhos são o quê? Talvez parvos , não?
Seria também importante averiguar-se porque razão outros atletas de quem consta terem sido controlados positivamente desde, pelo menos, Julho do ultimo ano não são tornados publicos. Atletas esses que pelo que se sabe não pertencem ao grupo de treino do minho. Seria também interessante perceber-se como alguns atletas que se tem vindo a arrastar, literalmente, nas competições de estrada, no espaço de 1 ou 2 semanas se transformam em bons atletas e chegam a pistas entre os alpes dos relógios, e fazem marcas que lhes valem minimos para campeonatos da europada categoria, assim como outra que não tinha qualquer dificuldade em fazer minimos e tem tentado fazer de todas as maneiras e em todas as distancias possiveis e tem até dificuldade em alcançar o minimos B. Qualquer dia até os vemos a fazer velocidade... Também consta que não fazem parte do grupo de treino de Viana. Interessante seria perceber porque razão uma camada de atletas da zona de Braga, Porto e Lisboa estão desaparecidos das competições, assim como será interessante perceber porque razão outros regressam, após meses de inactividade, à competição a correr tão normal (mas tão anormal para aquilo que valiam antes do "desaparecimento") quanto outros atletas. Não se entende...
Então? Só os atletas de Viana se dopam? E será mesmo que se dopam? E os outros não? Não haverão interesses por detrás destas divulgações propositadas? Não haverão grupos prestigiados?
Quanto aos mais casos que falas-te tipo atletas que vão aos alpes e fazem minimos quando se arrastam na estrada, so que podes apontar os resultados do atleta nas ultimas 2 semanas em k ele se tenha arrastado?????? não existe porque o atleta nos ultimos treinos nada mais fez k estar a preparar este objectivo... Depois falas ai numa outra atleta que esta com dificuldade em fazer minimos, mas quando calcares os "sapatos" dessas pessoas e percorreres o caminho delas ai sim podes opinar e dizer que é estranho os resultados, porque a atleta tem tido muitos problemas fisicos este ano. mas ha ai um caramelo que muito reclama dos controles que lhe fazem e so aponta possiveis atletas com doping mas tava bem era calado porque desde que andam em cima dele depois de ter feito uns resultados algo estranho aki a 2 anos atras e desde que andam em cima dele simplesmente desapareceu como atleta isso sim é muito estranho... tenho dito
Não só no fundo e meio fundo!?.........
Efectivamente o António foi sancionado com um ano de suspensão por ter incorrido em três incumprimentos da lei anti-dopagem actualmente em vigor, verificados no prazo de 18 meses e que foram:
1º Incumprimento - atraso no envio do Formulário de Localização referente ao 4º Trimestre de 2011;
2º Incumprimento - atraso no envio do Formulário de Localização referente ao 1º Trimestre de 2012;
3º Incumprimento - acção de Controlo de Dopagem não realizada por o atleta não se encontrar no indicado no Formulário de Localização.
Em relação ao 3º incumprimento - único controlo não realizado - gostava de referir o seguinte:
1 - O atleta não se encontrava presente no local de treino no período indicado no Formulário do Sistema de Localização - dia 9 de Julho entre as 16.30 / 17:30 h - porque o Estádio da Maia se encontrava encerrado devido a ser Feriado Municipal nesse dia e do qual o António só teve conhecimento quando aí chegou para treinar por volta das 15:45, tendo de facto abandonado o local por lhe ser impossível realizar o treino programado ( musculação ).
2 - A ADoP alega que era obrigação do Atleta informar por SMS com 24 horas de antecedência de qualquer alteração verificada no indicado no Formulário do Sistema de Localização, o que o António não poderia ter feito por desconhecer que era Feriado Municipal no dia 9 de Julho ( o Feriado Municipal este ano foi no dia 15 de Julho ).
3 - No dia 8 de Julho - precisamente entre as 16:30 e as 17:30 h. e véspera do controlo não realizado - o António foi submetido a um controlo anti-doping no final da prova de lançamento de martelo dos Campeonatos de Portugal realizados no Estádio Universitário em Lisboa, prova onde classificou em 2º lugar.
Todos os factos podem ser confirmados através da consulta da resposta dada pelo Atleta em 6 de Dezembro de 2012 à Nota de Culpa que recebeu a 29 de Novembro (após 6 meses e 20 dias do 3º Incumprimento).
Acho ainda que quem informa tem pelo menos o dever ético de o fazer tendo por base verdade de todos os factos ocorridos. Poderá não ser muito importante errar no nome de um atleta ou na marca por ele alcançada, mas em situações que podem mexer com a imagem de alguém é absolutamente necessário todo o cuidado.
Só para terminar, que o comentário ou melhor o ESCLARECIMENTO já vai longo, gostava ainda de deixar mais dois apontamentos.
1 - Consultando o site da FPA - Decisões Disciplinares - Infracção / Substância / Outros, lê-se:
Alínea f) e g) nº 2 e nº 3 do Artº 3º em conjugação c/ o Artº 63º nº 2 da Lei 38/2012 de 28 de Agosto,
ou seja, foi com base numa lei de 28 de Agosto que um Atleta foi sancionado por uma infracção cometida a 9 de Julho ?
2 - Porque é que tendo o Atleta, através do seu Clube interposto recurso para o Conselho de Justiça da FPA que decidiu manter a sanção aplicada pelo Conselho Disciplinar, na semana anterior ao Campeonato da 1ª Divisão, continua a aparecer que, passo a citar:
Não existem decisões posteriores a 1 de Janeiro de 2009.