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Portugueses estiveram em meetings no centro da Europa.
Fora dos principais meetings internacionais, os atletas portugueses de melhor nível competitivo começam a dar sinais de melhores momentos de forma.
No mês de todas as decisões pré-Mundial, começam a aparecer registos de melhor nível, com os picos de forma apontados para começarem perto do fim do mês, quando se realizar o Campeonato de Portugal. Até lá alguns portugueses começaram a trilhar o seu caminho e este fim-de-semana foi feliz para a maioria dos portugueses em ação, em França, Suiça e Estónia.
E foi mesmo na suiça, em La Chaux-de-Fonds, onde aconteceram alguns bons resultados, com a presença de dois atletas do mesmo grupo de treino, Rasul Dabó e Arnaldo Abrantes. Dos dois foi Dabó quem mais se destacou, ele que está já a caminho de Kazan, onde representará Portugal nas Universíadas. O barreirista esteve bem na eliminatória, correndo em 13,41 segundos, marca que seria recorde português e mínimo para o Mundial, não fosse o vento anti-regulamentar (2.7 metros por segundo a favor). A decisão final seria adiada para a final, onde Dabó chegou ao segundo lugar com um novo recorde pessoal de 13,52 segundos, a dois centésimos dos mínimos para o Mundial de Ar Livre e a cinco centésimos do recorde de Portugal que João Almeida alcançou há cerca de um ano. Assim as Universíadas parecem ser muito favoráveis para Dabó tentar novamente, em solo russo, a marca que tanto deseja. Quanto a Arnaldo Abrantes, o velocista português aproveitou para fazer um bom teste aos 100 e 200 metros. Se aos 100 metros, distância que deixou de ter como referência competitiva, Arnaldo não foi demasiado rápido, percorrendo a distância em 10,64 segundos, nos 200 metros esteve bastante melhor e concluiu em 21,06 segundos, os melhores registos da época e que no caso dos 200 metros já o deixa a menos de meio segundo do alcance a Moscovo.
Depois de provas menos bem conseguidas na Liga Diamante, Marco Fortes foi ao meeting que homenageia o decatlonista Heino Lipp conquistar melhor marca. Já há um ano Marco Fortes aproveitou a presença neste meeting, para um terceiro lugar e desta vez subiu ao segundo lugar, com um lançamento a 19.81 metros. A marca foi só batida pelo búlgaro Georgi Ivanov, com destacados 20.78 metros.
Em França, a contar para as competições organizadas pela federação francesa, outros portugueses estiveram em ação, na cidade de Aubagne. A portuguesa Carla Ratão foi quem mais longe lançou o dardo, com 46.37 metros, o máximo da sua época. Nos 1500 metros foi Fernando da Silva a competir, concluindo em 3.53,39 minutos. Já no triplo salto Sandra Tavares também acabou por vencer, com 12.98 metros, igualmente o seu melhor registo do ano.
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