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Lamine Diack foi a Moscovo deixar avisos.
O Mundial de Ar Livre deste ano parece não estar a ter uma promoção condigna, o que tem originado uma fraca afluência às bilheteiras.
Apesar de Moscovo (Rússia) receber este ano o maior evento de atletismo desde os Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, a atenção que está a ser dada a este evento parece estar a ser reduzida. Um dos factos apontados para esta pouca exposição está na realização das Universíadas, na cidade de Kazan e de no próximo ano os Jogos Olímpicos de Inverno também se realizarem na Rússia, em Sochi. ”Quando estive num encontro em Kazan, o presidente Vladimir Putin e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev só falavam sobre Kazan e Sochi”, lamentou recentemente Lamine Diack, presidente da IAAF. Num recente encontro com o presidente da região de Moscovo, Diack foi claro nas palavras : ”Vocês devem fazer com que qualquer moscovita saiba que a 10 de agosto deve vir a Luzhniki”.
O Estádio Luzhniki, com capacidade para 78 mil espectadores, viu a sua capacidade reduzida para 50 mil espectadores, tapando uma parte das bancadas com estruturas de apoio ao evento, para evitar que hajam lacunas de espectadores. O secretário-geral da federação de atletismo russa já veio confirmar a sua expectativa de ter as 50 mil pessoas presente ao longo das 13 sessões da competição, que se realizarão ao longo de nove dias, entre 10 e 18 de agosto.
Para intensificar a promoção do evento e facilitar alguns custos, a organização russa já aprovou a emissão de vistos gratuitos para atletas e juízes da competição, mas não fecha a porta à extensão desta medida também para espectadores estrangeiros que pretendam assistir aos Mundiais. Esta não é a primeira vez que este tipo de medida é tomada, já que na final da Liga dos Campeões de futebol, em 2008, todos os espectadores tiveram a possibilidade de entrar na Rússia com vistos gratuitos, como foi confirmado hoje pela Reuters. Para aumentar a presença no estádio, a federação russa e o Ministério do Desporto está já a promover um pacote de bilhetes para jovens atletas e treinadores russos, que passam pela oferta desses bilhetes. Não será de excluir que, tal como outras Organizações o fizeram no passado, os militares venham cobrir os lugares em falta, mais perto do evento.
Outro dos entraves que a cidade de Moscovo “oferece” é o trânsito recorrente nas ruas da cidade, que deixam poucas hipóteses de movimentação, quer de atletas, juízes, mas também espectadores. Para já parece certo que todos os elementos da Organização irão beneficiar de alguns percursos facilitados, embora a Organização também argumente as férias dos nativos durante o mês de agosto, facilitando as viagens de carro ou autocarro na cidade.
Os bilhetes encontram-se à venda no site do evento e os preços variam entre 2 e 45 € por sessão, dependo das sessões. Um pacote que inclua todos os eventos dos nove dias de prova pode ir de 71 € a 823 €. Se os preços até parecem convidativos, menos apelativos são os preços das viagens e da estadia, além de alguns entraves normalmente existentes para turistas na cidade de Moscovo : os russos não são os melhores falantes em inglês, o tráfico na cidade obriga a viagens de Metro, limitando a mobilidade. Até agosto muito mais poderá acontecer, embora os tempos não parecem ser de despesas...
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