|
Conheça outros desafios da corrida, no Pólo Sul e no Pólo Norte.
Hoje trazemos-lhe outros desafios da corrida, porque para além da Maratona das Areias, esta também é altura de correr no frio dos pólos...
O ditado popular diz que no meio é que está a virtude mas o que talvez muitos não saibam é que os extremos, neste caso os pólos, têm muito para dar. Correr no Ártico ou na Antártica.
A 14ª Maratona Antártica decorreu no passado dia 30 de março e levou, mais uma vez, os atletas mais aventureiros ao Pólo Sul.
A viagem até esta que é chamada a “Última Maratona” é, por si só, uma maratona. Os participantes percorreram uma média de 10 500 quilómetros, numa expedição de 14 dias que oferece várias aventuras e as mais incomuns paisagens selvagens. A viagem inclui uns dias em Buenos Aires, capital da Argentina, Ushuaia, a cidade mais a sul do mundo e uma viagem de dois dias num navio quebra-gelo russo pela Passagem de Drake que reúne as piores condições meteorológicas marítimas do mundo. Já na Antártica é possível o contacto com alguns dos mais emblemáticos ícones do continente como icebergs, pinguins, baleias e focas.
Após esta epopeia, os participantes são convidados a correr os 42.195 quilómetros da maratona ou a fazerem a Meia-Maratona na cidade de King George Island no continente mais ventoso e frio do planeta.
Em 1995 a empresa Marathon Tours fundou o “Seven Continents Club” para distinguir aqueles que conseguiram o feito de realizar pelo menos uma maratona em cada um dos continentes. Segundo Gilligan, presidente da Marathon Tours & Travel e director da Maratona e Meia Maratona da Antártida, mais de 370 atletas já conseguiram essa conquista.
A organização deste evento, amigo do ambiente que existe desde 1995, está ao cargo da empresa “Marathon Tours & Travel” com a colaboração da empresa One Ocean Expeditions.
Devido à incrível popularidade deste evento em alguns países, os bilhetes para os próximos três anos já estão esgotados para os próximos três anos. Se estiver interessado em participar terá de reservar o seu bilhete para garantir um lugar na edição de 2017 (!).
Dia 9 deste mês é a vez do Norte correr. A “Maratona do Pólo Norte” vai reunir atletas no outro extremo do planeta para mais uma experiência de limite: correr em blocos de gelo com 6 a 12 metros que separam os maratonistas dos de cerca 14 milhões de quilómetros quadrados do Oceano Ártico.
Além dos prémios normais, a maratona deste ano terá um prémio de equipa para o melhor tempo acumulado dos três primeiros colocados de uma determinada equipa, quer seja ela de origem militar, de um clube ou de uma fundação de solidariedade.
Para os maratonistas que já tenham cumprido, pelo menos, uma Maratona por continente, completar esta prova oferece a entrada para o “The Marathon Grand Slam Club”, que conta agora com 70 membros, nenhum deles português.
O director de corrida é Richard Donovan, o primeiro maratonista a correr tanto no Pólo Norte como no Pólo Sul e a integrar o “The Marathon Grand Slam Club”.
Esta experiência, à semelhança da maratona na Antártida, está inserida num itinerário que começa dia 6 de abril e acaba no próximo dia 11, com o regresso a Svalbard, na Noruega, a ilha mineira que desde 1920 tem um tratado de desmilitarização, tal o interesse geoestratégico da mesma. Outro ponto em comum com o Sul é o cuidado com o ambiente, sendo que, a UVU North Pole Marathon foi destacada com título de “Carbon Free” pelo site CarbonFund.org.
O preço do bilhete ronda os 11 900 euros e oferece, além da maratona, estadia, viagens a partir da Noruega, voos de helicóptero, lembranças, medalhas, serviço de vídeo e fotografia e apoio médico.
Foto : Brocken Inaglory
|