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Japhet Korir (Quénia) foi o vencedor sénior.
Os séniores masculinos seriam os últimos em competição em Bydgoszcz, onde foi quebrada a sequência de seis vitórias seguidas do Quénia. Três portugueses estiveram em competição.
A prova sénior masculina ficaria, desde logo, afetada por uma falsa partida inesperada que fez os juízes presentes assinalarem-na com uma bandeira amarela. Esta foi a quarta vez que um Mundial de Crosse assistiu a uma falsa partida, antes só em 1980, 1987 e 1993. Mas os efeitos locais do percurso acabariam por trazer mais incidências durante a prova, com quedas, empurrões, num percurso já degradado pelas anteriores provas e escorregadio pela neve que durante o dia foi caindo em Bydgoszcz, bem diferente do que tinha sido em 2010.
O grupo manteve-se coeso na frente, sem arriscar demasiado e demasiado grande em boa parte da prova para conseguir passar tranquilo nas curvas e contra-curvas apertadas que o percurso tinha. No grupo ia o campeão de 2011 (Imane Merga) e o vice-campeão de 2010 (Teklemariam Medhin), mas seria o jovem Japhet Korir (32.45), de apenas 19 anos, a impor-se, depois de em 2010 ter sido medalha de bronze como junior, neste mesmo local. ” Apesar das condições difíceis eu geri a prova para conseguir este grande feito”, disse Korir, que esteve sempre junto à frente do pelotão, respondendo a alguns ataques que foram tímidos durante a prova. E afinal o objetivo deste jovem atleta, que tinha sido o último a ser selecionado pelo Quénia, hoje o primeiro a chegar. ” Vim até à Polónia para lutar pela medalha de Ouro do Quénia e trabalhei para isso”, considerou ainda Korir, que acabaria por não ter a mesma resposta da sua equipa, que perdeu o título coletivo para a Etiópia e ficaria ainda atrás dos Estados Unidos da América, cujos seus atletas fariam uma última volta demolidora. Para o insucesso queniano contribuiu a desistência de Jonathan Ndiku e ainda a queda coletiva da equipa após um dos obstáculos, levando a que o segundo melhor queniano fosse Hosea Macharinyang, no 12º lugar (!). No pódio individual ficariam aqueles que eram mais favoritos, a partir dos resultados das duas edições anteriores : Imane Merga (32.51) e Teklemariam Medhin (32.54). Na classificação coletiva, a Etiópia voltou a vencer, depois da última vitória datar do ano de 2005, com o surpreendente segundo lugar dos Estados Unidos da América, cujo melhor elemento foi Bem True (6º). Destaque ainda para o australiano Collis Birmingham, que durante bastante tempo fez parte do grupo principal, concluindo no 8º lugar. Muito próximo da equipa norte-americana ficaria a equipa queniana, a dois pontos.
Tal como em femininos, Portugal não tinha presente uma equipa para combater a classificação por equipas, apresentando na linha de partida (e de chegada) três atletas. Destes, o mais experiente, foi Manuel Damião a garantir a distinção de melhor atleta português e, curiosamente, com o mesmo 48º lugar que marcou a sua corrida há dois anos, em Punta Umbria (Espanha). Foi a décima presença de Damião, que justificou o seu estatuto de campeão nacional de corta-mato. António Silva acabaria no 57º lugar, já na segunda metade da tabela e o pior dos três atletas seria Tiago Costa, já a mais de cinco minutos da vitória de Korir. Dificilmente a seleção nacional conseguiria hoje um lugar dentro do top-10 mundial, nem a satisfação de ser melhor equipa europeia, depois da Espanha ter sido a 8ª equipa, com os quatro elementos a fecharem até ao 52º lugar. Desde 1980 que a Europa não consegue ter uma equipa campeã mundial em séniores masculinos, apesar da maioria dos Mundiais se realizarem em solo europeu. O próximo Mundial será disputado na China, em 2015, na cidade de Guiyang.
RESULTADOS :
1. Japhet Korir (Quénia) – 32.45
2. Imane Merga (Etiópia) – 32.51
3. Teklemariam Medhin (Eritreia) – 32.54
4. Moses Kipsiro (Uganda) – 33.08
5. Timothy Toroitich (Uganda) – 33.09
(…)
48. Manuel Damião (Portugal) – 34.43
57. António Silva (Portugal) – 34.53
78. Tiago Costa (Portugal) – 36.12
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