IAAF promove verdadeira caça ao doping

Sábado, 16 Março 2013
IAAF promove verdadeira caça ao doping

Mais 17 atletas apanhados pelo Passaporte Biológico.

Thomas Capdevielle, médico da IAAF afirmou esta semana, numa Conferência, que existem 17 atletas com processos a decorrer por doping. 

Capdevielle, responsável pelos resultados anti-doping afirmou que, desde que foi introduzido o Passaporte Biológico, em 2009, e acelerado no Mundial de 2011 onde foram tiradas amostras de sangue a todos os participantes, a IAAF identificou 36 violações através deste sistema. Desses 36 atletas, 19 já foram punidos e “17 casos estão atualmente em processo”.

O Passaporte Biológico é um documento eletrónico do atleta que representa o seu perfil genético. Feito um primeiro teste ao sangue, essa amostra servirá de referência para testes seguintes. Mudanças dramáticas nos parâmetros biológicos alertam as autoridades competentes para a possibilidade de o atleta ter-se dopado.

Um dos maiores desafios ao sistema do Passaporte Biológico deve-se a fatores geográficos porque todas as amostras precisam de ser testadas em Agências acreditadas pela Agência Mundial de Anti-Dopagem num prazo de 36 horas. Para resolver este desafio, a IAAF quer levar até aos atletas “laboratórios móveis”, sendo que o primeiro está previsto para o Quénia.

A decisão de criar o primeiro laboratório temporário em Eldoret (Quénia) para efectuar testes anti-doping, deve-se à crescente suspeição que existe no atletismo queniano. No mês de fevereiro, um dos melhores atletas quenianos de sempre, Moses Kiptanui, alegou à BBC que o doping no Quénia abunda. O primeiro homem a baixar dos 8 minutos nos 3000 metros obstáculos, comentou que existe “um grande número de atletas no Quénia que usa drogas”.

A localização geográfica dos centros de treino no Quénia torna dificil transportar e testar amostras num laboratório acreditado naquele espaço de 36 horas, o que tem impossibilitado efetuar testes ao sangue de atletas no leste-africano.

Um laboratório temporário naquele país é, pois, para a IAAF, uma prioridade. “Se não podemos levar os atletas aos laboratórios, levamos os laboratórios aos atletas” afirmou Capdevielle acerca da postura da IAAF na luta contra o doping.

Depois de na semana passada terem sido divulgados seis nomes de atletas cujas violações anti-doping se deram no Campeonato Mundial de Helsínquia, em 2005, a IAAF continua a mostrar que a sua luta contra o doping é para levar a sério.

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