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Mais 17 atletas apanhados pelo Passaporte Biológico.
Thomas Capdevielle, médico da IAAF afirmou esta semana, numa Conferência, que existem 17 atletas com processos a decorrer por doping.
Capdevielle, responsável pelos resultados anti-doping afirmou que, desde que foi introduzido o Passaporte Biológico, em 2009, e acelerado no Mundial de 2011 onde foram tiradas amostras de sangue a todos os participantes, a IAAF identificou 36 violações através deste sistema. Desses 36 atletas, 19 já foram punidos e “17 casos estão atualmente em processo”.
O Passaporte Biológico é um documento eletrónico do atleta que representa o seu perfil genético. Feito um primeiro teste ao sangue, essa amostra servirá de referência para testes seguintes. Mudanças dramáticas nos parâmetros biológicos alertam as autoridades competentes para a possibilidade de o atleta ter-se dopado.
Um dos maiores desafios ao sistema do Passaporte Biológico deve-se a fatores geográficos porque todas as amostras precisam de ser testadas em Agências acreditadas pela Agência Mundial de Anti-Dopagem num prazo de 36 horas. Para resolver este desafio, a IAAF quer levar até aos atletas “laboratórios móveis”, sendo que o primeiro está previsto para o Quénia.
A decisão de criar o primeiro laboratório temporário em Eldoret (Quénia) para efectuar testes anti-doping, deve-se à crescente suspeição que existe no atletismo queniano. No mês de fevereiro, um dos melhores atletas quenianos de sempre, Moses Kiptanui, alegou à BBC que o doping no Quénia abunda. O primeiro homem a baixar dos 8 minutos nos 3000 metros obstáculos, comentou que existe “um grande número de atletas no Quénia que usa drogas”.
A localização geográfica dos centros de treino no Quénia torna dificil transportar e testar amostras num laboratório acreditado naquele espaço de 36 horas, o que tem impossibilitado efetuar testes ao sangue de atletas no leste-africano.
Um laboratório temporário naquele país é, pois, para a IAAF, uma prioridade. “Se não podemos levar os atletas aos laboratórios, levamos os laboratórios aos atletas” afirmou Capdevielle acerca da postura da IAAF na luta contra o doping.
Depois de na semana passada terem sido divulgados seis nomes de atletas cujas violações anti-doping se deram no Campeonato Mundial de Helsínquia, em 2005, a IAAF continua a mostrar que a sua luta contra o doping é para levar a sério.
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