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8 anos depois, testes positivos de doping.
A IAAF informou esta sexta-feira que vários atletas que competiram no Campeonato Mundial de 2005, em Helsínquia, testaram positivo na reanálise anti-doping feita às suas amostras.
Num declarado combate contra o Doping, a IAAF reanalisou amostras à urina de vários atletas que competiram no Mundial de 2005, na capital finlandesa, mesmo antes de terminar o polémico prazo previsto no Estatuto das Limitações de 8 Anos do Código Mundial Anti-Doping, significando que após 8 anos, nada poderá ser feito aos resultados de um atleta por violação das regra anti-doping a não ser que essa acção seja feita dentro de 8 anos a partir da data em que essa violação aconteceu.
Para já, foi divulgado os nomes de seis atletas, da Rússia e da Bielorrúsia, incluindo três medalhas de ouro e duas de prata desse campeonato. Entre eles, constam os nomes de Nadzeya Ostapchuk, a bielorrusa que venceu o Lançamento do Peso e a quem, em 2012, foi-lhe retirada a medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos de Londres por ter acusado um esteróide anabolizante durante a competição na capital inglesa.
Os campeões do Lançamento do Martelo, Ivan Tsikhan da Bielorrúsia e Olga Kuzenkova da Rússia, também acusaram positivo. Os outros atletas citados pela IAAF foram Andrei Mikhnevich (lançamento do peso) e Vadim Devyatovskiy (Martelo) da Bielorrúsia, para além da russa Tatyana Kotova (salto em comprimento), já suspensa desde Fevereiro.
Os procedimentos disciplinares a todos estes atletas já se iniciaram e deverão resultar na devolução das medalhas, anulação de resultados e em suspensões. Lamine Diack, presidente da IAAF, disse em comunicado que "a mensagem para os batoteiros é cada vez mais clara. Com os avanços constantes feitos na detecção de doping, não há como esconder".
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