|
Marca deixa atletismo português, depois de deixar o francês.
Após sete anos de parceria com a Federação Portuguesa de Atletismo, a marca alemã deixa o atletismo nacional sem marca desportiva.
Num processo que avançou com o início desta temporada, levando a Federação Portuguesa de Atletismo à mesa das negociações, a Adidas deixou a sua decisão definitiva de abandonar o projeto de apoio às seleções nacionais, logo após as eleições que ditaram a vitória de Jorge Vieira. O apoio da marca, que era monetário e também material, deixou um vazio que ao dia de hoje estará ainda por preencher segundo Jorge Vieira, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo : ”Infelizmente é verdade que a marca deixou de apoiar o atletismo português”. Esta confirmação segue após se terem esgotado as possibilidades da marca continuar com a seleção portuguesa. ”As razões apresentadas pela marca foram do âmbito comercial”, confirma Jorge Vieira que lamenta o timing da tomada de decisão, numa altura em que ficará mais difícil negociar com outras marcas, que normalmente apresentam as suas novidades ao início de cada ano civil.
Em cima da mesa estão neste momento a capacidade de uma marca desportiva conseguir apoiar a Federação Portuguesa de Atletismo com material desportivo e com uma verba de apoio. É nesses moldes que Jorge Vieira garante estar a negociar ”com cerca de quatro marcas”, mas não tendo ainda certezas se as primeiras seleções nacionais de 2013 já contarão com o apoio de uma nova marca : ”Corre-se o risco de chegarmos a Gotemburgo sem marca”.
A posição sobre as seleções de atletismo por parte da marca de alemã está longe de ser nova. Há alguns meses os primeiros indícios de desinvestimento em seleções nacionais ocorreu com a saída da seleção francesa, depois de um apoio que durou largos anos. Em Portugal o apoio já contava com sete anos, depois da Federação Portuguesa de Atletismo ter contado alguns anos com o apoio da norte-americana Nike. Em França a solução passou pela Asics, numa estratégica jogada de mercado da marca nipónica. Em Portugal a solução parece mais complicada, já que o centro de decisão das principais marcas desportivas encontra-se na vizinha Espanha, país que nos últimos anos tem apostado na Joma, aparentemente com sucesso, marca que chegou a apoiar a Juventude Vidigalense.
Contudo, a marca Adidas continuará a aposta em muitos dos atletas portugueses, alguns deles terão até ficado com um contrato melhorado, numa aposta mais vincada da marca para atletas participantes em meetings e grandes eventos comerciais. Esta é uma situação aparentemente oposta à que se passa em França, onde a mudança de marca tem levado à quebra de contratos com os atletas que eram apoiados individualmente pela Adidas. Apesar de apoiar muitas das seleções nacionais, no âmbito do atletismo, a Adidas parece aos poucos abandonar o modelo de seleção nacional. Para já, de pé, fica o apoio da marca à IAAF, uma parceria que deve continuar nos grandes eventos internacionais...
|
Se vier a verificar o Sr. Hugo Pacheco terá a sua primeira prova de fogo...Espero que resolva o assunto celeremente e que não fique à espera que a direção encontre uma marca para as seleções.