Após a tempestade, a Maratona de Nova Iorque

Quarta, 31 Outubro 2012
Após a tempestade, a Maratona de Nova Iorque

Prova volta a ser um marco da recuperação nova-iorquina.

A Maratona de Nova Iorque é marcada como um dos grandes eventos mundiais, este ano perturbado pelo furacão «Sandy». 

A forte presença de atletas estrangeiros em Nova Iorque é um dos motivos pelos quais o mayor de Nova Iorque, Michael Bloomberg, confirmou que a Maratona de Nova Iorque vai mesmo realizar-se no próximo domingo. Os cerca de 50 mil atletas que se esperam na linha de partida geram na cidade 340 milhões de dólares de retorno financeiro, um facto que não é alheio à manutenção do evento.

Por outro lado a logística complicou-se para a equipa de Mary Wittenberg, a mulher que comanda os destinos da Maratona de Nova Iorque e que avançou com a ajuda na recuperação dos estragos da cidade, num apoio que é partilhado pelos cidadãos nova-iorquinos. Se em 2001 o evento trouxe a mostra de que o povo norte-americano conseguiria sair da crise provocada pelo 11 de setembro, desta vez o desafio está a ser superior, até porque muitas das vias utilizadas pelo percurso do evento estão cortadas. Entre elas está o fecho do Central Park, onde mais de duzentas árvores caíram e impedem o caminho por onde milhares de atletas passarão no próximo domingo. Também o fecho do metropolitano, que só amanhã terá uma abertura tímida nos subúrbios, é uma forte limitação para o evento que dependia deste meio de transporte para conseguir ter os atletas na linha de partida.

Entre outras tantas preocupações, Wittenberg tem ainda a preocupação de fazer aterrar todos os atletas de Elite em solo norte-americano, para correr o evento. Entre esses atletas está a portuguesa Dulce Félix, que tinha a sua viagem prevista para hoje para um aeroporto fora de Nova Iorque. A Organização tem-se mantido relativamente silenciosa, embora com breves comunicações aos participantes no sentido da recomendação de medidas.

Apesar da aparente mobilização há quem afirme, na comunidade nova-iorquina, que o esforço de manter a prova marcada para o próximo domingo é uma má medida de Bloomberg, alegando que este deveria preocupar-se em recuperar a cidade o mais breve possível, cidade que tem falhas de energia, que tem os transportes muito limitados e cuja circulação de carro no centro será quase impossível nos próximos dias. Apelidada de cidade que nunca dorme, desta vez a "falta de sono" é mesmo provocada por um dos maiores fenómenos desportivos em todo o Mundo, a Maratona.

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