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Arnaldo Abrantes, Rui Silva, Hélder Ornelas e Paulo Gomes brilharam neste fim-de-semana no estrangeiro.
O atletismo português passou neste último fim-de-semana por uma boa fase com os triunfos de Rui Silva e Helder Ornelas em provas de destaque, e pelas marcas de referência de Arnaldo Abrantes e Paulo Gomes.
O velocista Arnaldo Abrantes (Sporting) foi a França à procura de uma boa marca nos 100 metros planos, no Meeting de Montgeron. O atleta sportinguista teve ao seu lado uma concorrência muito forte. Obikwelu no dia anterior tinha feito noutro meeting um resultado muito fraco e Arnaldo Abrantes foi como que uma esperança da velocidade nacional. O jovem velocista, que tem 20 anos, terminou os 100 metros com a marca de 10.31 s, marca que o confere desde já como a 4ª melhor de sempre em Portugal, atrás de Obikwelu (9.86), Carlos Calado (10.11) e Paulo Neves (10.30) e que fica a míseros 3 centésimos dos mínimos "B" dos Mundiais. Com esta marca aviva-se a esperança de Portugal continuar a ter um velocista de referência quando Obikwelu abandonar a carreira, e coloca perto a possibilidade de Portugal levar 2 velocistas aos Mundiais deste ano, que se disputarão em Osaca. Contudo o atleta já garantiu a presença no Europeu de Sub23.
Rui Silva (Sporting) foi a Espanha triunfar na Milha de Fuenlabrada, o que significa que Rui Silva começa a subir de forma e que já colocou de lado o que o impediu de estar nos europeus de Pista Coberta. O atleta bateu uma "armada" espanhola e acabou os 1609 metros em 4.18 minutos, deixando para trás os atletas Manuel Olmedo e Jesus España
Helder Ornelas (Maratona CP) e Paulo Gomes (Conforlimpa) deslocaram-se a Praga para a 13ª edição da maratona internacional que aí se disputa todos os anos. No passado nenhum europeu tinha conseguido triunfar nesta prova, pertencendo a atletas africanos as últimas 12 vitórias. Debaixo de uma temperatura elevada (entre 25 e 30ºC) Helder Ornelas geriu o esforço e não só confirmou os mínimos para os Jogos Olímpicos de Pequim, como se tornou no primeiro europeu a vencer a prova, acabando-a em 2.11,49 horas. Não sendo recorde, foi uma marca de registo, pouco tempo após do Comité Olímpico Português lhe ter retirado as verbas. Contudo uam boa surpresa aconteceu, com Paulo Gomes (Conforlimpa) a terminar a mesma maratona em 3º lugar e com mínimo para o Mundial de Osaca e Jogos Olímpicos de Pequim. O atleta melhorou em mais de 3 minutos o seu recorde pessoal, terminando com a marca de 2.12,51 horas.
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