20.º Grande Prémio da Páscoa (Constância) |
| Domingo, 08 Abril 2007 | |||||||||||
Bruno Paixão (AC Portalegre) e Beatriz Cunha (JOMA) foram os grandes vencedores do 20.º Grande Prémio da Páscoa (Constância)...
Os atletas foram brindados por uma manhã de autêntica Primavera, e cumpriram o percurso de ida e volta ao longo da margem esquerda do Zêzere em ambiente de enorme alegria e de contagiante motivação, sobretudo a partir do momento em que se começaram a cruzar com amigos e conhecidos. Os incentivos rasgavam o ar e foi mesmo audível um “força, garrafão!”, saído da boca duma bem disposta atleta, já próximo da viragem aos 5 quilómetros. Com as forças a esgotarem-se, a segunda metade da prova foi cumprida de forma mais “controlada” por todos e, na chegada à meta, um belo saco representou a justa compensação do esforço. Só é pena que a recompensa não abrangesse todos os “esforçados”, já que só os primeiros 400 tiveram direito a saco. Esta foi, na verdade, a “nódoa” numa organização globalmente positiva, embora se deva reconhecer que o lapso de espera na entrega de prémios pode e deve ser melhorado. Com a abolição dos prémios monetários, a prova viu o quadro competitivo principal ficar praticamente limitado aos chamados “segundos planos”, com a vitória no sector masculino a sorrir ao jovem Bruno Paixão (AC Portalegre) em 31m47s. Nuno Varela (AC Marinhense) quedou-se pela 2.ª posição com 31m52s, enquanto João Vieira (SU Caparica) fechou o pódio com 32m25s. No sector feminino, Beatriz Cunha (JOMA) foi a grande vencedora com o tempo de 37m03s, repetindo as vitórias de 2001 e 2003. Na 2.ª posição, à distância de 3m58s (!), classificou-se a veterana Maria Lucas (SU Caparica) enquanto a 3.ª classificada viria a ser a júnior Carmen Tavares (SC Reboleira / Damaia, com 42m24s. Na sua segunda participação no Grande Prémio da Páscoa, o atleta de Portalegre revelou-se surpreendido com o primeiro lugar: “Não estava à espera de ganhar. A minha estratégia passou por andar na cabeça do pelotão, controlar a prova e, quando entrei no último quilómetro, lancei o meu ataque, como é habitual. Correu bem e consegui vencer.” A vencedora feminina não teceu grandes comentários ao seu resultado, antes mostrando-se muito crítica face à ausência de prémios monetários: “Acabaram com os prémios monetários mas gastaram dinheiro em chips e em padrinhos, quando os afilhados é que correm.” O facto de ter familiares na região valeu a deslocação de Beatriz Cunha a Constância, de cuja prova se confessa uma forte adepta: “Faço desporto porque gosto, não corro só pelos prémios monetários e não será pela falta deles que não virei aqui.” Mas a corrida, no seu entender, sai a perder: “As pessoas dedicam-se ao atletismo, treinam e optam por provas que tenham prémios. Por este andar, vamos todos passar a correr por uma camisola ou por um relógio, como acontecia há uns anos atrás. Está tudo a acabar e isso é desmotivador.” Opinião de sinal contrário tem Albertina Dias, a “madrinha” da prova: “Um ou dois atletas de nome não fazem o pelotão. Ver esta massa humana toda aqui a correr, numa vila pequenina e simpática como é Constância, é mais interessante do que propriamente os nomes sonantes.” Esta pequena-grande revolução na filosofia da Organização da prova foi assim explicada pelo seu Director, Carlos Amorim: “Tivemos este ano a ideia de canalizar as verbas dos prémios monetários para aumentar o valor das ofertas do saco que é dado aos concorrentes. Quisemos, nessa perspectiva, homenagear os atletas do pelotão, afinal aqueles que fazem a festa do atletismo.” Quanto aos nomes mais sonantes, “se quiserem vir, podem vir. Têm cá lugar, correm sem prémios monetários mas são sempre bem-vindos.” A aposta vai claramente no sentido de chamar mais atletas nos próximos anos: “O desafio é dobrarmos a barreira dos 500 atletas já no próximo ano. E fica aqui a promessa de que vamos aumentar o número de sacos, brindando todos quantos terminem a prova.” JOAQUIM MARGARIDO
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