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Marta Domínguez foi uma das inquiridas.
A seguir aos casos do atletismo e também do marchador Paquillo Fernandez, a “Operação Galgo” promete condenar novamente grandes figuras do desporto espanhol.
Esta tem sido uma semana difícil para o atletismo espanhol, já que depois de duas lesões de atletas importantes como Rosa Morató e Mayte Martinez, a “Operação Galgo” promete deixar baixas importantes no atletismo espanhol.
Agentes da polícia espanhola estiveram em casa de atletas, treinadores e médicos, que chegou à detenção de alguns deles. Marta Domínguez, actual campeã mundial dos 3000 metros obstáculos, foi inquirida durante 8 horas, saíndo em liberdade. Neste momento especula-se que a atleta não terá melhorado os seus resultados com recurso a doping, mas que terá dado incentivo a tal. Mas o caso toma proporções maiores, porque além de Marta Domínguez ser a actual campeã mundial, é também vice-presidente da Real Federação Espanhola de Atletismo.
No centro desta “Operação Galgo” estarão o agente da atleta (José Valero), o seu médico (Eufemiano Fuentes) e o seu treinador (Manuel Pascua). O médico já estava relacionado com a “Operação Puerto”, na altura mais centrado no ciclismo. Já o treinador é dos mais credenciados em Espanha e foi, inclusivamente, treinador de Carla Sacramento e Francis Obikwelu, dois dos principais atletas da história do atletismo português. Para já não parece haver qualquer ligação da “Operação Puerto” a atletas nacionais e é provável até que seja reduzido o número de condenados no âmbito desta missão, que parece ser mais direccionada a um pequeno núcleo.
Para já esta missão vem abalar a credibilidade das selecções espanholas de atletismo, em vésperas do Europeu de Corta-Mato, um timing por certo incómodo para a selecção vizinha, que ainda por cima promete ser protagonista na competição que se realiza no Domingo em Albufeira.
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Figuras como as que estão envolvidas em Espanha mostra a gravidade do que se passa por lá.