[BUDAPESTE10] Ainda pode haver subida

Sábado, 19 Junho 2010
[BUDAPESTE10] Ainda pode haver subida

Marcos Chuva foi o destaque da tarde ao obter mínimos para Barcelona.

No primeiro do dois dias de competição neste Campeonato da Europa de Equipas, Portugal segue em 2º lugar da I Liga, em lugar de subida de divisão. 

Portugal teve um desempenho bastante regular neste primeiro dia de campeonatos, com a maioria dos resultados a corresponderem ao esperado ou até acima do esperado para uma classificação que permitisse a subida de novo à Superliga.

MARCOS CHUVA E ESTAFETA NACIONAL OS DESTAQUES MASCULINOS

Marcos Chuva, depois de há uma semana ter ameaçado os mínimos para os Europeus de Ar Livre, obteve-os hoje em Budapeste com convincentes 7.96 metros, com vento regulamentar, um centímetro acima dos mínimos nacionais para Barcelona. Este excelente salto foi o coroar de um concurso muito regular e crescente, tendo o português chegado ao último ensaio já em segundo lugar e quase alcançava o primeiro lugar do sueco Michel Torneus, ficando a escassos dois centímetros.

A fechar o dia, as estafetas nacionais de 4x100 metros protagonizaram a segunda melhor marca nacional de sempre da especialidade, ao correr em 39,13 segundos. A equipa composta por Ricardo Monteiro, Arnaldo Abrantes, João Ferreira e Francis Obikwelu alcançou assim o primeiro lugar, conquistando os 12 pontos para Portugal.

Vitória portuguesa também nos 5000 metros, por parte de Rui Pedro Silva. O fundista português fez uma segunda metade da prova em desgaste dos seus adversários e acabou sozinho a disputar os 12 pontos para Portugal. Acabou com o registo de 13.48,87 minutos, a cerca de 10 segundos dos mínimos nacionais para Barcelona, mas dentro dos mínimos impostos pela Associação Europeia de Atletismo, apesar do atleta estar a apostar nos 10000 metros.

De resto a maioria dos portugueses foram regulares, com o destaque do melhor da época de Hélio Gomes, nos 1500 metros, com o registo de 3.43,98 minutos. Uma das maiores desilusões acabou por ser Francis Obikwelu (nos 100 metros), que terminou em segundo lugar com 10,28 segundos, mas após alguns problemas tecnológicos nas partidas. Roman Guliy (apenas sétimo no salto em altura, a 10 centímetros do seu melhor esta época) e Marco Fortes (apesar de estável acima de 19 metros, não foi além dos 19.41 metros) foram pontos abaixo do esperado nesta selecção.

FUNDISTAS FORAM RAÍNHAS NO SECTOR FEMININO

Do lado feminino, a ausência de resultados de destaque não foi suficiente para retirar brilhantismo às prestações individuais para esta competição, onde os expoentes máximos foram as prestações de Jéssica Augusto (3000 m Obstáculos) de de Sara Moreira (3000 m).

Jéssica Augusto não teve oposição que chegasse para uma marca descansada da portuguesa, que amanhã terá de fazer o melhor resultado possível nos 1500 metros, que pode ser fundamental para as aspirações portuguesa na subida à Superliga. Com o registo de 9.24,37 minutos, a portuguesa não precisou de mais para carimbar os 12 pontos para Portugal.

Uma tarefa igualmente cumprida e com chegada isolada conseguiu Sara Moreira, nos 3000 metros, deixando a mais directa adversária a mais de 20 segundos. Sara Moreira completou a distância em 8.53,65 minutos e foi uma ajuda preciosa para que Portugal hoje se tivesse classificado em zona de promoção.

Também provas dentro do esperado na maioria do sector feminino português, onde um dos destaques foi Patrícia Lopes, nos 400 metros barreiras, que completou a distância em bastante razoáveis 57.77 segundos, marca que está dentro dos mínimos internacionais para os Europeus de Ar Livre e a menos de um segundo dos mínimos impostos pela FPA. Sandra Teixeira (800 metros) e Patrícia Mamona (Triplo) terão sido as atletas em menos evidência, face às expectativas iniciais. Sandra Teixeira, apenas 10ª, esteve longe de uma boa táctica nos 800 metros, uma corrida extremamente lenta. Patrícia Mamona, recentemente recordista acima dos 14 metros, não foi além dos 13.53 metros, ficando de fora do último ensaio, depois de estar e acabar classificada no 5º lugar.

SUBIDA É POSSÍVEL...MAS SERÁ PRECISO SUAR E NÃO FALHAR

A subida de Portugal à Superliga é possível, principalmente pela regularidade da maioria dos atletas portugueses e também pelos desaires terem sido pequenos. A outra ajuda vem da selecção belga, que foi desclassificada nos 4x100 metros femininos e que assim ficam mais longe, mas não o suficiente, da disputa pelos lugares de promoção. Ao final do primeiro dia, a República Checa (201.5 pontos) parece praticamente apurada e ficam a disputa dos dois restantes lugares para quatro países : Portugal (165 pontos), Suécia (161.5 pontos), Roménia (154 pontos) e Bélgica (151 pontos). Sendo que a Suécia deverá apresentar um bom colectivo no segundo dia, esperando-se a ascensão ao segundo lugar, Portugal terá de lutar com as restantes três equipas e não ter grandes falhas. Apesar dos 9.5 pontos que tem sobre a Roménia e os 12.5 pontos sobre a Bélgica, a selecção nacional provavelmente perderá pontos faces às restantes equipas, já que tem neste segundo dia mais fragilidades.

RESULTADOS:

Masculinos:
100 m (v:+2,4) - 1.º Jason Smyth IRL 10,27; 2.º Francis Obikwelu 10,28.
400 m -- 1.º Jonathan Borlee BEL 44,99; 9.º António Rodrigues (4º na série B) 14.79
1500 m -- 1.º Jakub Holusa CHE 3.43,00; 5.º Hélio Gomes 3.43,98.
5000 m -- 1.º Rui Pedro Silva POR 13.48,87; 2.º Mark Christie IRL 13.49,77.
400 m barreiras - 1.º Michael Bultheel BEL 49,41; 5.º João Ferreira POR 51,91 (3º na série A).
Altura -- 1.º Jaroslav Baba CHE 2,28; 7.º Roman Guliy 2,10.
Comprimento -- 1.º Michel Torneus SUE 7,98 (+1,1); 2.º Marcos Chuva 7,96 (+1,7).
Peso -- 1.º Lajos Kurthy HUN 19,66; 4.º Marco Fortes 19,41.
Martelo -- 1.º Krisztian Pars HUN 77,83; 5.º Dário Manso 67,59.
4x100 m -- 1.º Portugal (Ricardo Monteiro, Arnaldo Abrantes, João Ferreira, Francis Obikwelu) 39,13; 2º Rep. Checa 39,66.

Femininos:
100 m (v:-0,4) - 1.º Lina Grincikaite LIT 11,49; 7.º Sónia Tavares 11,70 (5ª na série A).
400 m -- 1.º Maris Magi EST 53,17; 11.º Vera Barbosa 55,56 (5ª na série B).
800 m -- 1.º Egle Balciunaite LIT 2.02,42; 10.º Sandra Teixeira 2.07,04.
3000 m -- 1.º Sara Moreira POR 8.53,65; 2.º Kriztine Papp HUN 9.06,15.
3000 m obstáculos - 1.º Jessica Augusto POR 9.24,37; 2.º Marcela Lustigova CHE 9.41,85.
400 m barreiras - 1.º Zuzana Hejnová CHE 54,51; 5.º Patrícia Lopes 57,77.
Vara -- 1.º Jirina Ptacnikova CHE 4,50; 4.º Elisabete Tavares 4,00.
Triplo -- 1.º Svetlana Bolshakova BEL 14,53 (-1,3); 5.º Patrícia Mamona 13,53 (+1,3).
Disco -- 1.º Nicoleta Grasu ROM 63,05; 6.º Irina Rodrigues 54m35.
Dardo -- 1.º Barbosa Spotaková CHE 67,63; 7.º Sílvia Cruz 53,00.
4x100 m -- 1.º Holanda 44,45; 10.º Portugal (Eva Vital, Naide Gomes, Ungudi Quiawacana. Sónia Tavares) 45,92 (5º na série A).

Classificação Colectiva (1ª jornada):
1. Rep. Checa, 201,5.
2. Portugal, 163.5.
3. Suécia, 161,5.
4. Roménia, 154.
5. Bélgica, 151.
6. Holanda, 135,5.
7. Hungria, 131.
8. Irlanda, 130,5.
9. Eslovénia, 114,5.
10. Turquia, 99.
11. Estónia, 96,5.
12. Lituânia, 93.

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