[DOHA10] As expectativas lusas

Quinta, 11 Março 2010
[DOHA10] As expectativas lusas

Chegada às medalhas não é utopia.

Portugal apresenta-se em Doha com uma campeã mundial (Naide Gomes) e com atletas com capacidade de disputar a final com os melhores. 

Pequena, como costume, mas consistente, é assim que se pode resumir as características da comitiva portuguesa que já está em Doha, para competir no Mundial de Pista Coberta já a partir da madrugada de amanhã.

MARCO FORTES, O PRIMEIRO A ENTRAR

O lançador português terá um teste de fogo à sua condição de recordista nacional do lançamento do peso e depois de algumas competições internacionais em que Marco Fortes não foi além das qualificações, o mesmo considera a possibilidade de uma presença na final, entre os oito melhores, já que “a falta de experiência já não pode ser um motivo para não chegar a uma classificação melhor”, referia o atleta à FPATV.

Integrando o Grupo B de qualificação, que começará a lançar às 07:30 (hora portuguesa), Marco Fortes terá de se superar no seu melhor desta época para integrar a final directamente, já que a marca de qualificação é de 20.30 metros. É o 12º melhor do ano e terá por isso de se superar para alcançar a final que persegue.

JÉSSICA E SARA COM OBJECTIVOS DE FINAL

Jéssica Augusto e Sara Moreira entram também em acção logo no primeiro dos três dias de competição. Nos 3000 metros as duas portuguesas querem fazer história e juz ao seu estatuto de candidatas a final.

Sara Moreira (às 11:00, hora portuguesa), participará na primeira série, onde tem o quarto melhor tempo entre as presentes e é exactamente entre as quatro melhores que terá de estar para qualificação directa para a final, que se realizará no dia seguinte. A atleta, que se apurou no limite do prazo, tem os seus objectivos fixados para a final e por isso espera um apuramento: “O meu objectivo não passa só por ir à final, embora sabendo que para atingir os meus objectivos terei que me apurar...”. A atleta nortenha considera ainda que após este primeiro passo, o passo “seguinte seria correr ao meu nível e se isso acontecer acho possível ficar nas 5/6 primeiras”, conclui.

Após a disputa da primeira série, entrará em acção Jéssica Augusto (às 11:13, hora portuguesa), que terá um papel mais complicado, apesar de melhor marca que Sara Moreira, já que enfretará nomes fortes do atletismo mundial, como Meseret Defar (Etiópia), Sylvia Kibet (Quénia), Alemitu Bekele (Turquia) e Adrienne Herzog (Holanda), o que poderá dificultar a qualificação directa, embora potencialmente esta série possa ser mais rápida e daqui saiam as eventuais repescadas, não devendo ser objectivo de Jéssica Augusto utilizar este último recurso.

BRUNO ALBUQUERQUE EM MAIS UM PALCO INTERNACIONAL

Jovem e o que tem menos experiência dentro da comitiva presente, Bruno Albuquerque tentará bater-se nos 1500 metros com mínimos internacionais. A justificação da sua convocatória para este Mundial prende-se com o promover da corrida em ritmos de prova superiores, que lhe permitirão obter mais uma experiência, que pode ser útil para futuras competições com as cores nacionais, nomeadamente no próximo Campeonato Europeu das Nações, onde Rui Silva deverá competir nos 5000 metros, em vez dos 1500 metros.

Bruno Albuquerque competirá amanhã, logo na primeira série (às 12:45, hora portuguesa) e com o pior tempo entre os presentes na sua série, não se esperando a sua qualificação para a final, poderá em Doha tentar o bater do seu recorde pessoal.

NAIDE GOMES A DEFENDER O SEU TÍTULO

Após vários momentos de indecisão, por motivos de atraso de preparação para esta competição, Naide Gomes acabou por decidir participar, na condição de tentar defender o seu título mundial de salto em comprimento. Para corrigir aspectos técnicos do seu salto, a atleta realizou recentemente um estágio no Algarve, de preparação para este evento.

Entrará apenas em acção no segundo dia de competição (Sábado), no único grupo de competição previsto (às 07:00, hora portuguesa) para fazer a qualificação para a final, que se disputa Domingo. Para se qualificar directamente para a final, Naide Gomes precisa de saltar na qualificação acima dos 6.65 metros, tarefa que até pode não ser complicada já que a portuguesa costuma ser regular nos seus saltos e tem como melhor nesta época bons 6.70 metros. A passar para a final, a tarefa da defesa do seu título será, com toda a certeza, renhida, já que terá adversárias ao seu nível: Brianna Glenn (6.78 m), Brittney Reese (6.89 m), Darya Klishina (6.87 m), entre outras. Mas recentemente o seleccionador nacional, José Barros não teve dúvidas ao afirmar que “voltará a ser aquela Naide que nós conhecemos”.

Portugal, para este Mundial de Corta-Mato apresenta-se, assim, com reais possibilidades pela luta nas medalhas, não só por Naide Gomes, que a apresentar-se neste Mundial quererá sair de Doha com medalha, mas também por alguma das fundistas portuguesas, com Jéssica Augusto na sua melhor forma de sempre e Sara Moreira que deverá mostrar-se aguerrida como sempre e até surpreender como o fez há um ano no Europeu de Pista Coberta.


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