|
Caíram dois recordes nacionais na jornada de hoje.
Sporting renovou o título masculino, mas perdeu o feminino para a equipa do FC Porto.
Terminou hoje o Campeonato Nacional de Clubes de pista coberta, prova que decorreu durante o fim-de-semana na ExpoCentro, em Pombal, com as oito equipas da I Divisão e as restantes oito da II Divisão, tanto em femininos, como em masculinos. Sporting, Benfica e Porto acabaram por arrecadar os pódios da competição, à excepção do sector feminino, onde a JOMA ficou em terceiro, trazendo para o atletismo a rivalidade que também existe noutros desportos.
O destaque colectivo vai para o triunfo da equipa feminina do Futebol Clube do Porto, que com o reforço de atletas de leste (Egle Balciunaite, Lina Grincikaite, Ineta Radevica, Natalja Cakova e ainda de Kristina Saltanovic), fizeram a diferença sobre o Sporting. Ao longo da jornada o Porto foi reforçando a vantagem que trazia de ontem, com quatro vitórias individuais, contra apenas uma do Sporting, que ganhou apenas nos 4x400 metros. Deu até para Sónia Tavares (Sporting) acabar desclassificada nos 200 metros, abrindo em definitivo a vitória das portistas. O resultado mais interessante da tarde, à excepção das vitórias portistas, feitas por atletas já reconhecidas internacionalmente, foi o da júnior Eva Vital (Benfica), que triunfou nos 60 metros barreiras com novo recorde nacional júnior, ao correr em 8,37 segundos (menos 11 centésimos que o seu anterior máximo!). Apesar deste e de outros resultados a equipa da Luz acabou por ficar com o quarto lugar e o mesmo número de pontos que a JOMA (que acabou no 3º lugar, por ter o mesmo número de vitórias e mais segundos lugares), embora quem tenha subido ao pódio tenha sido o Benfica, erradamente.
O Sporting acabou por conseguir manter o título masculino, muito à custa de um Benfica desfalcado, já que alguns deslizes, em situação normal, poderiam ter sido fatais à equipa leonina. O resultado de Marco Fortes (Benfica), acabou por ser o resultado da tarde, com o lançador benfiquista a lançar o peso a 20.23, novo recorde nacional absoluto, em pista coberta, e mínimos para o Mundial de Pista Coberta. O lançamento, que ocorreu ao quarto ensaio, foi inicialmente invalidado, tendo a decisão sido corrigida após visionamento de imagens de vídeo capturadas. Outro bom resultado ocorreu pela mão de João Almeida (Sporting) que com a sua corrida de 60 metros barreiras em 7,88 segundos, ficou a apenas 9 centésimos do recorde nacional de Luís Sá. Uma das surpresas da tarde ocorreu no salto com vara, onde Edi Maia (Sporting) não foi além dos 4.82 metros, conseguindo Diogo Ferreira (Benfica) a vitória com um salto de 5.02 metros.
II DIVISÃO COM 2ª JORNADA RENHIDA
A II Divisão teve hoje uma disputa mais renhida do que no dia de ontem e alguns resultados individuais interessantes. Destaca-se a prestanção de Renato Silva (CCD Ribeirão) nos 800 metros, correndo-os em 1.53,62 minuto, um tempo de maior qualidade que na I Divisão, onde houve uma corrida mais táctica. Danny Gonçalves (Marítimo) voltou a destacar-se, ao correr os 200 metros em 21,93 segundos (seria o segundo tempo na I Divisão). Uma surpresa veio do atleta João Dias (GRECAS) que no Triplo Salto saltou para 15.39 metros.
Colectivamente vitória para a GD Estreito no lado feminino, com pouca vantagem sobre o Gira Sol , que fez uma boa recuperação relativamente à jornada de ontem. Do lado masculino, o CS Marítimo saltou do terceiro lugar de ontem, para uma vitória hoje, que foi disputada até bem perto do final, com o CCD Ribeirão à espreita.
CLASS. COLECTIVA (FINAL):
I Divisão (Feminina):
1. FC Porto – 99 pontos
2. Sporting CP – 86
3. JOMA – 69
4. SL Benfica – 69
5. SC Braga – 57
6. Juventude Vidigalense – 45
7. CS Marítimo – 43
8. GRECAS – 32
I Divisão (Masculina):
1. Sporting CP – 100 pontos
2. SL Benfica – 90
3. FC Porto – 66
4. Juventude Vidigalense – 56
5. CF Belenenses – 50.50
6. Gira Sol – 49
7. CA Seia – 43
8. JOMA – 42.50
II Divisão (Feminina):
1. GD Estreito – 83.50 pontos
2. Gira Sol – 80
3. CF Belenenses – 62
4. AC Vermoil – 54
5. ADREP – 84.50
6. A Jardim Serra – 48.50
7. GR Quinta da Lomba – 45.50
8. CA Marinha Grande – 35
II Divisão (Masculina):
1. CS Marítimo – 82 pontos
2. CCD Ribeirão – 79.50
3. GRECAS – 73
4. CC São João da Madeira – 66
5. GD Estreito – 64
6. AA Coimbra – 53
7. CN Rio Maior – 41
8. CIA Ilha Azul - 31
VENCEDORES INDIVIDUAIS DA I DIVISÃO (2ª jornada)
Femininos
60 m Barr – Eva Vital (SLB) – 8,37 RN Juni
800 m – Egle Balciunaite (FCP) – 2.04,97
200 m – Lina Grincikaite (FCP) – 23,74
Triplo – Ineta Radevica (FCP) – 13.81
3000 m – Ana Dulce Félix (SCB) – 8.56,94
Altura – Natalja Cakova (FCP) – 1.83
4x400 m – Sporting CP – 3.47,23
Masculinos
60 m Barr – João Almeida (SCP) – 7,88
800 m – Tiago Rodrigues (SCP) – 1.55,08
200 m – Arnaldo Abrantes (SCP) – 21,55
3000 m – António Travassos (SCP) – 8.25,92
Peso – Marco Fortes (SLB) – 20.23 RN Sen
Triplo – Marcos Caldeira (SLB) – 15.71
Vara – Diogo Ferreira (SLB) – 5.02
4x400 m – Sporting CP – 3.17,94
Notícias Relacionadas:
Marco Fortes com recorde
Eva Vital pulveriza recorde
Naide Gomes com mínimos para Doha
Enviados Especiais: Filipe Oliveira (fotos), Pedro Moreira e Telmo Rocha
|
Beijos campeao
Não havia mais nenhuma atleta disponivel para correr pelo Porto?
Palhaçada
Assim vai longe o já de si pobre atletismo luso
Parabens ao Marco, à Eva, ao Diogo, ao João e a todos os mais e menos evidenciados.
Nós nao deviamos ficar descontentes pelo facto de elas terem vindo, deviamos era estar descontentes por não apresentarmos atletas que lhes possam 'fazer frente' e mostrar que o que é nacional, é bom.
Acho que as únicas pessoas que se poderiam queixar somos nós, as próprias atletas do clube que treinamos todos os dias para poder dar ao nosso clube o que ele merece. E é isso que fazemos, não nos sentamos a criticar.. Treinamos, só assim é que poderemos evidenciar-nos..Por isso, treinem mais, no duro e mostrem o que valem
p.s- Eu nem quero comentar as arbitragens porque isso.. Não é preciso falar, quem lá esteve, percebeu o ridiculo que algumas situações foram.. Enfim
Ora bem , vamos começar , já imaginaram quanto dinheiro o Porto investiu para as contratar?? Dinheiro que poderia investir na formação jovem , para que se invidenciem cada vez mais os nossos pequenos talentos ! Mas não o faz , usa essas atletas num Campeonato Nacional para vir embora com a Taça ! Desculpem-me mas para mim Campeão é o SLB e SCP , pois trabalham duante meses para que os seus atletas sejam os melhores nacionais e também internacionais , não jogam um jogo facil que infelizmente o FCP faz !
Faz-me lembrar de competição dos alunos na escola "Quem é o melhor aluno"
- O aluno medíocre que sonha ser o melhor. Em vez de estudar mais, deitou fora os seus livros e passou todo o tempo a dormir tranquilamente.
Chegou o dia da competição estalou os seus dedos e por magia apareceu-lhe o Espírito Santo das Orelhas ajudando-o de fazer a prova. Ganhou e pôe-se a vangloriar que é o maior (?) e o melhor (?).
O mais triste disso tudo, é que muitos irão seguir estes exemplos lastimáveis.
Em vez de incentivar a competição justa e leal,dá exemplo truques desleais. Em breve atletas vindos nem sei de onde vêm competir em representação do clube que nem eles se lembram da cor da bandeira. Irão encher totalmente o palco do atletismo português, não deixando nenhum espaço para os nossos atletas. É isto que se quer?
Os atletas portugueses cada vez mais, com menos apoio ficam confinados a amadorismo e em breve desmobilizam abandonando a modalidade.
O atletismo em vez de ganhar mais adeptos, vão perder os poucos resistentes.
Seguindo-se pelos atletas a lançar peso com uma ligadura que vai do braço até aos dedos, será que também está no regulamento?
Até de uma atleta que vê que a sua vara, após saltar, irá derrubar a fasquia, corre para a desviar, tendo conseguido um salto válido à custa de desviar a vara, também será possível? Daqui a nada dizem-me que um atleta depois de saltar em altura e a fasquia ter ficado a abanar, pode ir lá e parar a fasquia?!
Em relação à regra do cartão amarelo nas partidas, vai fazer com que muitos mexam o pé e o do lado saia por reagir ao movimento do atleta do lado, sendo este desclassificado por falsa partida! Voltamos à regra antiga em que um atleta fazia uma primeira falsa partida para destabilizar todos os outros, aqui um mexe o pé (que é entendido como falsa partida), sendo o outro desclassificado porque partiu em reacção do colega.
Foram alguns exemplos do que se passou no fim-de-semana...entre outros!!!
Quanto a atletas estrangeiras, pessoalmente são a favor, pois trás mais emoção aos nossos campeonatos. O Problema não é os estrangeiros mas sim a falta de atletas nacionais de igual valor.
No comprimentos a estrangeira ficou atrás da Naíde, é que falta é mais Náides em Portugal.
Em todas as modalidades a vinda de atletas ou técnicos estrangeiros é sempre uma mais valia, mas tem que haver regras próprias e que beneficiem o Atletismo.
A regra principal é a quantidade de atletas por clube, na minha opinião não deveria ser permitido +3 atletas por escalão, mas a regra principal é a domiciliação, pois virem atletas só para os campeonatos não dá, as atletas teriam que treinar e viver em Portugal.
Sem estas regras ganhar campeonatos é .....
Sabemos que os juízes são simplesmente mortais por isso é naturalmente que podem errar. Por isso tudo é importante que haja mecanismo de revogar as decisões destes simples mortais de forma a restabelecer a justiça.
Quanto à falsa partida, lembro-me que a Eva mexeu o ombro numa eliminatória de 60m no ano passado e foi desclassificada. Este fim de semana assistimos claramente falsas partidas de atletas e o resultado dá-se cartão amarelo para uma quem não fez e naquele 60m barreiras nota-se perfeitamente a falsa partida de alguém e só levou o cartão amarelo. Se quiserem certificar vá ver esta prova no youtube "evital19"
Como disse a senhora Teresinha Noronha, vejam no youtube a clareza da falsa partida em:
http://www.youtube.com/user/Evital19#p/a/u/1/kBt3joCtdSI
Só faltava agora é termos que discutir erros de arbitragem no atletismo.
Mas será que alguma equipa fez um protesto sobre o caso dos 60MtB.
Além disso, eu vi essa da Vara e tenho um video da partida onde se vê que a atleta se mexe. Segundo soube no pavilhão, o tempo de reacção foi de 0.176 segundos. Sabes a regra?
E a Teresa Noronha devia estar muito caladinha, porque se soubesse de regras sabia que não se pode desclassificar um atleta com um tempo de reacção de 0.176. Tambem vejo muitos videos no youtube.
A sorte disto é que vocês falam, falam, e não vos vejo fazer nada para melhorar isto. É a criticarem que melhoram as coisas? Não, porque vocês são aves necrófagas, tu e essa Teresa Noronha.
E eu sei do que estou a falar!
Olhem para outros desportos, vocês ainda não entenderam que vivemos numa europa aberta? Pessoas como vocês não fazem falta ao desporto e muito menos ao atletismo, deviam ter vergonha na cara.
Mas há outros erros que não são apontados, nomeadamente no seio de algumas equipas, como o Benfica, e eu sei do que estou a falar.
Contínuo quando a força de acreditar é importante. Quando alguém quer acreditar que o cavalo branco de Napoleão é preto ele há-de ser preto.
Este site é o único que podemos comentar livremente os nosso pontos de vista desde que não fere a dignidade de outros nem invadir o direito de quem quer que seja.
Continuo a achar que errar é humano. Admito que qualquer um pode errar e continuo a insistir que uns erram por apenas infelicidade momentânea outros erram porque não gosta de ver a cor da camisola de A ou B e a força era tanta até que vê coisas que mais ninguém viu ou vice-versa.
Mas posso garantir a quem quer que seja, continuarei a escrever quando quiser e estas ameaças só me darão mais força para minha caneta.
Ao menos identifico-me. Não escrevo nada sem assinar!
Nos 60Mt B, sem recurso a tecnologia, foi falsa partida, portanto as regras que estabeleceram é para ser cumprida, ponto final.
Na minha modesta opinião a vinda de atletas de fora, mesmo não sendo do topo mundial são bem vindos, desde que treinem e vivam em Portugal, virem só para os campeonatos, não concordo e não deveria ser permitido, ficando por cá, iriam ajudar os atletas do clube com outra visão e experiência , assim aconteceu em outras modalidades.
Se as atletas do Porto só cá vêm para os campeonatos, isso é de caras falsear o campeonato.
Pessoalmente tenho um especial carinho por clubes como a JV e o GAF, por tudo o que têm feito pelo atletismo nacional.
Estrangeiros sim, mas com regras de maneira a proteger a formação.
O que está mal é serem contratadas mercenários para competir somente num fim de semana. Já que pegas no futebol, é possível contratar jogadores só por um jogo? Para isso é que há a época de transferências.
Garanto-te que isso vai acabar porque não é normal num desporto, seja ele qual for, que um clube contrate 10 atletas na véspera de um apuramento e depois ninguém mais sabe delas. Onde quer a FPA chegar com estes regulamentos?
Além disso a diferença entre as estrangeiras mercenárias do FCP e as estrangeiras dos outros clubes, é que estas competem o ano inteiro pelo SEU clube enquanto as outras competem hoje em Portugal, amanha em Espanha e no fim de semana do Carnaval em Veneza.
Além disso, amiga Claudia, onde está a competitividade se só competes com elas num fim de semana? E no teu caso nem isso porque na tua prova nem estrangeiras estavam. E na tua especialidade, estava uma estrangeira a tapar-te além de outra portuguesa que no apuramento fez uma excelente marca e agora ficou em casa. É isso que queres para o TEU atletismo? Estranho!!!!
Tem juízo, rapaz
Fui contactado por um dos gestores do Atleta-Digital (Edgar Barreira), que me referiu as trocas de opinião que andavam pelo forum, depois de ler atentamente cada uma delas, resolvi emitir um comentário pessoal, a título de esclarecimento.
Comecemos pela questão dos estrangeiros.
Para aqueles que não acompanham atentamente o atletismo, ou que não se recordam das notícias da altura, em 2007 a FPA recebeu uma carta da Secretaria de Estado do Desporto, informando que os regulamentos da modalidade teriam que ser adaptados às normas comunitárias, o que implicaria conceder aos cidadãos com nacionalidade de qualquer país do espaço comunitário os mesmos direitos que concede aos atletas nascidos em Portugal. Caso a FPA não fizesse esta adaptação, que incluía ainda conceder os referidos direitos aos atletas nascidos em países com os quais Portugal tem acordos de reciprocidade, era-lhe retirado o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, na prática isto significaria entre outras coisas que a FPA não poderia organizar Campeonatos Nacionais, atribuir títulos de campeão de Portugal, representar o país em Campeonatos Nacionais, deixaria de receber financiamento público, etc. E essa adaptação foi feita, coma excepção da atribuição do título de campeão nacional individual, o que permite que qualquer atleta estrangeiro possa ir a uma final de um Campeonato Nacional, não podendo subir ao pódio.
Esta é a razão que "obrigou" a Federação a fazer esta alteração.
Vamos agora a uma questão que é colocada relativamente ao Salto com Vara, e que precisa mesmo de ser esclarecida, pois requer uma boa interpretação do regulamento.
Para esclarecer, não assisti à situação, tomei conhecimento da mesma pelo relato de um colega.
No salto com Vara, uma atleta saltou, transpôs a fasquia e a Vara inclinou-se no sentido da fasquia, encostando-se à mesma sem a derrubar. O atleta, correu em direcção à vara afastando-a da fasquia. Numa situação normal o que diz o regulamento é que o ensaio deveria ser considerado nulo. Mas o regulamento técnico da IAAF apela ao Bom senso, e aqui é mesmo uma questão de bom senso! Se a Vara estava encostada à fasquia sem a ter derrubado, o que deveriam fazer os juízes? A regra diz que ninguém (atletas e juízes) devem segurar a Vara quando esta se desloca no sentido da fasquia! Neste caso alguém deveria retirar a vara para o concurso poder continuar, foi o atleta, poderia ter sido um juiz, a situação seria idêntica, e o ensaio nunca seria considerado nulo. Esta é uma daquelas situações que raramente acontecem, mas quando acontecem devemos saber interpretar a regra, e neste caso o grupo de juízes fez uma interpretação correcta.
Não vou entrar em grandes considerações sobre este assunto, apenas referir um caso que aconteceu em 2007, nos Mundiais de Osaka, que levou à desclassificação do Francis Obikwelu na prova de 100 metros.
Vou deixar o link para um artigo da autoria do Dr. Jorge Salcedo, Presidente do Comité Técnico da IAAF, sobre a questão das partidas, que vale a pena ler para entender a regra:
http://www.fpatletismo.pt/xhtml/destaques.asp?id_destaque=1384
Se me permitem um comentário final, felizmente vivemos em democracia e felizmente que temos liberdade de expressão, mas não nos devemos esquecer que a nossa liberdade de expressão termina onde começa a dos outros, e é de salutar a participação das pessoas que gostam de atletismo neste foruns, escrevendo as suas opiniões sobre diversos assuntos, mas na minha opinião, as opiniões e as críticas só contam se as pessoas se identificarem, tudo o resto, por mais conteúdo que tenha, não tem valor. É muito fácil ficar escondido num qualquer nickname a dar opiniões, a disparar em todas a direcções e a atacar e ofender pessoas, que por acaso até se identificam.
Parabéns aos que se identificam, que dão a cara e expõem a sua opinião.
Obrigado
António Costa
antoniofbcosta@gmail.com
Em só falei em relação a estrangeiras, mas não percebo onde queres chegar, pois o que escreves é mais ou menos o que penso.
Estrangeiras para competir somente em campeonatos e não estarem domiciliadas em Portugal, eu sou de opinião que não deveria ser permitido, mas viva a União Europeia e as suas regras.
O FCP abriu a caixa de pandora, os outros que lhe sigam o exemplo. O que não falta em Países de Leste é atletas para contratar.
Parabéns a todos os atletas é que importa realçar e um bom ano com boas marcas para todos.
Afirmo que gosto de atletismo e espero poder continuar por muitos longos anos se Deus quiser.
Acho que este espaço é importante porque além dos utilizadores poder opinar, serve de certeza como canal de informação positiva.
O facto de ter críticas, é mais que normal. Quem é que consegue agradar todos? Além disso estas tais críticas muitas vezez com fundamentos outras vezes não, o que interessa é esclarecer como o Sr. acabou de fazer. Atletas contratados só para uma prova, só prejudica o atletismo português, também sei que muitos aproveitam qualquer buraco legislativo para proveito próprio.
Mas penso que é da competência da FPA de promover alguma acção para defender os interesses do Atletismo Português.
Mais uma vez agradeço a sua intervenção.
Vim aqui congratular-vos por uma troca de mensagens, a maioria, importantes e interessantes. Umas vezes os gregos, outras vezes os troianos, outras vezes nem uns, nem outros, o importante é que neste espaço se debateram aspectos importantes na vida do atletismo português e aspectos importantes das regras do atletismo.
No fundo, é importante que saibamos dar a importância devia ao atletismo e nada como discuti-lo e chegar a conclusões. Para mim ficou a conclusão de que ainda existe muita confusão com a nova regra das falsas partidas (aliás, desconfiava que pairava essa confusão), que os casos polémicos existem-nos em Portugal, como no estrangeiro (lembrem-se o que recentemente aconteceu nos 10000 metros femininos no Mundial de Ar Livre) e que à luz das medidas europeias, a FPA fica de pés e mãos atadas para resolver uma questão que é de facto importante.
Como combater essa situação?! Bem, diria que o melhor é aproveitar o que ela possa ter de bom e nesse caso acho que a maior competitividade que passa a existir, pode trazer melhores competições. Os aspectos maus são, de facto, bastantes e por isso deixo a sugestão da implementação massiva de Regionais de Clubes, que permitiriam que os atletas fossem um estímulo extra para as equipas os usarem. Faltam competições colectivas, aquelas que de facto estimulam quase toda a gente e mobilizam equipas em torno de objectivos menores, mas muito importantes.
Ficou a sugestão...
Mas dependente de aval do Governo, com os cofres cada vez mais vazios, esperemos que aja umas migalhas para este projecto.
E sim, vou continuar a opinar sempre que puder e quiser, não ligando àqueles comentários anónimos completamente ridículos com alguns insultos e palavras menos correctas!
Agradeço os esclarecimentos do Sr. António Costa e penso que deverei dar os parabens ao Edgar pelo convite feito ao Sr.
Se os regulamentos tiveram de se adaptar às normas comunitárias e dai conceder aos membros do espaço comunitário os mesmos direitos dos nascidos em Portugal, porque razão não se verifica a mesma situação na Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista, onde, segundo sei, só são permitidos 2 atletas extra pais.
Obrigado
A aposta dos clubes, e é disso prova a recente opção portista, são os campeonatos nacionais de clubes.
E quer se queira quer não, estes campeonatos, sobretudo ao ar livre, são o ponto mais alto da época atlética. É para isso que se fazem contratações, é para isso que se aposta.
O ponto fraco de tudo isto é que os atletas apenas representam efectivamente os seus clubes nessas competições e nos respectivos apuramentos. Depois e antes disso competem individualmente com a camisola de um clube. Como diz o Edgar, falta e muito competições colectivas motivadoras.
O que eu lanço como proposta à FPA é promover um campeonato de clubes em varias jornadas e não numa só. Sei que a nível de pista coberta será um pouco difícil (ou talvez não) mas ao ar livre seria muito possível fazer como se faz em Espanha com as adaptações devidas.
Ou seja, após uma ou duas rondas de apuramento, fazer-se-iam mais três ou duas jornadas para encontrar o campeão num total de 4 provas com calendário completo e abrangendo o pais inteiro. Tornaria a competição mais atraente para os clubes, para os atletas que competiam entre eles mais vezes e com uma maior pressão, para a própria evolução de marcas pelo mesmo motivo.
Falta só um outro ponto que seria a criação de estímulos financeiros para as classificações de modo a que os clubes apostem nos atletas nacionais.
Como diz o amigo Edgar, fica a sugestão
Mas acho que isso não iria ser bom, por vários motivos:
1º - Não há datas disponíveis no Calendário, não nos podemos esquecer que as Associações também têm calendário
2º - Isso seria um acréscimo financeiro enorme para os clubes, ou seja, pagariam menos aos atletas para poderem pagar deslocações para as várias jornadas.
3º - Não alteraria em nada a situação dos estrangeiros.
Queria apenas completar o que foi dito e bem pelo Analista. Um dos aspectos negativos também, de competições colectivas em massa, é o facto dos clubes continuarem a ser representados por um atleta por disciplina, resultando num acrescimo de competições no calendários para os atletas ditos "suplentes"...
Melhores cumprimentos
A ideia de fazer disputar o Nacional de Clubes em mais do que uma jornada foi uma posição defendida por mim há uns anos, na extinta Revista Atletas. Nessa altura defendi algo mais pesado do que foi apresentado pelo Fernando Martins e hoje, confesso que mudei de opinião, embora não totalmente!
Se tiver tempo, tentarei passar para papel aquilo que é a minha ideia actual, um artigo de opinião, que embora não seja enviado para sede da FPA, poderá ser uma ideia extra para o debate destas ideias.
2 - Concordo que fosse um acréscimo financeiro substancial para os clubes. Por isso talvez se dividirmos os clubes em 3 zonas, por ex., e fazendo-os disputar varias jornadas mais perto de casa. Os clubes já têm que fazer os apuramento e normalmente é feito relativamente perto de casa, com a excepção dos clubes do Sul e Ilhas. Apenas teriam que fazer mais um ou duas jornadas nos mesmos sítios ou similares. Além disso, a classificação por pontos seria acumulada pelas várias jornadas dai que os atletas e os clubes teria que estar sempre na máxima força possível.
Se reparar, na época de inverno, só há pistas cobertas disponíveis no centro/norte e não é por isso que os atletas do sul deixam de competir.
3 - Alteraria a situação dos estrangeiros mercenários pelo facto de os obrigando a competir durante 3/4 jornadas, logo 3/4 fins de semana os clubes já pensaria melhor uma vez que teriam que pagar 3/4 vezes mais pelos atletas. E mesmo que eles não competissem, ajudaria os "suplentes" a evoluir.
Em resposta ao Sr. Rui Silva, apenas mencionei o SCP e o seu regional de clubes para dar um exemplo de como os clubes menosprezam os seus regionais por falta de competitividade na maior parte dos casos e na situação exposta, por outro motivo qualquer. Porque se fosse obrigatório competir o regional para ir ao nacional certamente os atletas apresentar-se-iam.
Se reparar, a classificação colectiva depende do momento de um atleta que pode falhar. Com a competição a resultar em 2/3 jornadas, por ex, não haveria tanto essa dependência. Talvez por isso é que todos os outros desportos se disputam não numa jornada mas sim em várias.
Um abraço a todos e saudações atléticas
Poderia ser feito com 3 divisões de 8 clubes cada e agendada para Março ou Abril ao ar livre, é evidente que a Espanha teria que ter mais clubes numa relação de 5 para 3 em cada divisão.
Em relação a campeonatos regionais a solução de Fernando Martins é ideal.
A questão dos atletas mercenários acabaria não desrespeitando as regras comunitárias se a domiciliação dos atletas fosse obrigatória, é simples e eficaz.
A chave da solução é a forma de obtenção dos pontos.
Todas as competições devem servir para qualquer clube de acumular pontos ao longo da época e quanto mais atletas pontuar maior é a pontuação.
Há um pormenor muito importante, as marcas dos atletas devem ser traduzidos em pontos segundo a escala de IAFF.
Estimularia os clubes de investirem nos melhores atletas nacionais e em quantidade. Estimularia também os atletas de esforçar para obter melhores marcas ao longo da época.
Já pensaram porque é que a final de clubes é naquela data? Já perguntaram aos atletas se querem competir por zonas?
Os atletas querem sempre competir os melhores contra os melhores, assim se conseguem resultados. E como ficava o apuramento para a Taça da Europa. Já sei, faziamos uma jornada extra.
Vocês sabem lá as dificuldades financeiras de um clube para participar num Campeonato de Clubes. Vocês são responsáveis por algum clube que participe?
O Edgar por exemplo tem um clube, porque não participa na final de clubes?
Vao treinar malandros.