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Mundial já no próximo Sábado.
Em Amman, Jordânia, disputar-se-á mais uma grande edição desta competição, apesar de algumas ausências de peso.
O Mundial de Corta-Mato é sempre um dos momentos altos da época, numa especialidade que tem uma hegemonia cada vez mais africana e com os europeus a não conseguirem chegar a tamanha qualidade.
A edição deste ano, apesar de algumas notadas ausências, deverá ter igualmente uma grande disputa, principalmente ao nível do escalão senior.
Em seniores femininos as notadas ausências das vencedoras desde o ano de 2000 poderá trazer uma corrida mais pobre, já que Paula Radcliffe (campeã em 2001-02), Benita Johnson (campeã em 2004), Tirunesh Dibaba (campeã em 2005-06 e 2008) e Lornah Kiplagat (campeã em 2007) não integram as selecções dos seus países. Das últimas campeãs, apenas a etíope Gelete Burka estará presente, apesar de ter pela frente outras adversárias.
Para a luta de melhor atleta europeia estão algumas atletas de origem africana (como Hilda Kibet), apesar das presenças em força da equipa portuguesa (onde Inês Monteiro deverá ser o elemento chave), da equipa espanhola e da equipa britânica (onde a estreia de Stephanie Twell enquanto senior é a novidade).
Em juniores femininos, apesar da presença de outras atletas, a mais nova das irmãs Dibaba, Genzebe Dibaba estará em Amman para tentar defender um título que não deverá ser fácil de lhe fugir.
Já quanto aos atletas masculinos, a grande ausência, devido a uma lesão, é Kenenisa Bekele. O crónico vencedor dos últimos anos, com vitórias desde 2001, acabou por não recuperar de uma lesão e assim estar ausente da competição em Amman. Isto abre, finalmente, a possibilidade de Zerzenay Tadesse (Eritreia), sair dos lugares de honra e tentar a vitória sobre a restante concorrência. A Etiópia apresentará uma jovem e renovada equipa em Amman, enquanto que o Quénia terá na sua constituição jovem misturados alguns valores firmados.
Aqui, para as selecções europeias, a tarefa parece mais complicada que no sector feminino, França e Espanha deverão bater-se por um duelo renhido, apesar de outros países estarem à espreita.
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