A caminho de Pombal... |
| Terça, 17 Fevereiro 2009 | |||||||
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Esta reportagem refere-se à ida de um dos elementos da equipa do Atleta-Digital.com até Pombal, para acompanhar o Nacional de Clubes, em Pista Coberta Esta foi a primeira vez que estive em Pombal, ao nível de competições de atletismo. Com família ali perto, privei-me a mim mesmo de um possível almoço oferecido, de uma boleia “cravada” ou de um conforto de um banco estofado de um Taxi. “Peguei” o comboio em Lisboa, no Oriente, com destino a Pombal. Ao contrário do que costumo fazer, vim a ler um jornal, em vez de vir a apreciar a paisagem, que já conheço de outras alturas. Chegado a Pombal, sem tão pouco saber que meio arranjaria para chegar à Expocentro, que sabia de antemão que ficava a 5 quilómetros de Pombal, sem transportes (porque vim num Domingo), sem táxis (apesar de quase por princípio não optar por tal meio), fui perguntar ao posto de polícia local a forma de ir para o recinto a pé. Ele logo me respondeu : “Oh amigo…isso é um grande esticão, você vai demorar muito tempo”. Quando lhe disse: “O quê, meia-hora? É que se for meia-hora é pouco…”. Espantado ele indicou-me o caminho, porque na verdade só queria saber qual a melhor forma de chegar… E assim foi, estrada fora, vendo ovelhas, coelhos, galinhas, patos, paramotores, onde a única coisa que me matinha no trilho certo (ou melhor, a certeza que estava no trilho certo) eram as carrinhas dos clubes a passarem por mim. Para bem dos meus pecados, ninguém se apercebeu que o responsável da cobertura fotográfica / escrita do Atleta-Digital.com estava ali a pé, com uma mala às costas e com o espírito de um verdadeiro doido. Se calhar também para meu bem, será melhor não divulgar a minha identidade, não vá haver uma próxima e ainda me arrisque a alguém me dar boleia… Chegado ao pavilhão fui comer qualquer coisa e lá estava Eva Vital a estudar, com o seu irmão, Ivo Vital, uma atitude bastante familiar e bastante erudita. No regresso a chegada do autocarro do Porto, que quando saí de Pombal estava estacionado ao pé do hotel. Ao menos duas ou três vezes num ano a equipa de atletismo do Futebol Clube de Porto tenha direito a “honras” de vir no autocarro do clube, como se de um clube de futebol se tratasse e é este o espírito do campeonato nacional de clubes, a possibilidade de algo mais do que é feito até então. Os campeonatos tiveram um nível de organização bastante interessante, apesar de ser um espaço limitado para a presença de público, o que levou a que muitos tivessem ficado em pé, nas zonas que ainda permitiam público. Um defeito também a apontar tem a ver com a luminosidade do pavilhão, que acaba por dificultar a vida dos fotógrafos, por experiência própria. Agradeço a boleia que me foi dada de volta a Lisboa, tornando esta mini-viagem, numa diversidade muito interessante, tudo num ambiente bastante descontraído. Venham próximas experiências… Autor: Edgar Barreira
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